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Quem pode responder às necessidades energéticas da UE? Angola

"Angola não só tem já uma infra-estrutura de exportações que lhe dá uma vantagem face aos pares regionais, permitindo à União Europeia aceder às cadeias de fornecimento, como as principais petrolíferas não têm de investir tanto capital para aceder às reservas, e é capaz de aumentar a produção"

Luanda /
11 Mai 2022 / 12:17 H.

A analista da Control Risks que segue as economias lusófonas disse hoje à Lusa que Angola é o País africano com mais potencial para responder às necessidades energéticas da Europa, que procura afastar-se da Rússia.

"Angola é o País com mais potencial para responder às necessidades energéticas da União Europeia a curto prazo; é um dos poucos Países na região que já exporta gás para os mercados internacionais, incluindo Brasil, Japão, China e Coreia do Sul", disse Marisa Lourenço, em declarações à Lusa a propósito da nova política energética europeia.

Em causa está a tentativa dos países ocidentais de diversificarem as compras de gás à Rússia, e a perspectiva de que os países africanos produtores de gás podem ser uma alternativa viável.

"A capacidade de aumentar a produção de gás, juntamente com a cadeia de fornecimento já bem estabelecida, torna o País o imediato vencedor da mudança geopolítica originada pela guerra na Ucrânia, com a Guiné Equatorial, a República Democrática do Congo, a Mauritânia e o Senegal a estarem bem posicionados para beneficiar nos próximos dois a três anos", disse a analista.

"Angola não só tem já uma infra-estrutura de exportações que lhe dá uma vantagem face aos pares regionais, permitindo à União Europeia aceder às cadeias de fornecimento, como as principais petrolíferas não têm de investir tanto capital para aceder às reservas, e é capaz de aumentar a produção", acrescentou a analista.

Elogiando a Sonangol como "uma empresa competente que é capaz de atrair trabalhadores estrangeiros altamente qualificados", a analista da Control Risks salienta que os países europeus já estão a olhar para Angola, exemplificando com o "importante acordo" entre a Itália e o País para "diversificar as fontes de energia".