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Projectos nos transportes contam financiamento de 9 mil milhões USD

Mais de 99% do investimento tem origem em linhas de crédito externas oriundas de 16 instituições financeiras. Cerca de 83% do investimento vem da China. ‘Pacote’ financeiro para gastar neste ano representa cerca de 7,5% do PIB.

Angola /
13 Jul 2019 / 20:00 H.

O Projecto de Investimento Público (PIP) para o sector dos transportes apresenta um ambiente propicio à exploração de oportunidades de investimento no ramo da construção e reabilitação de infra-estruturas aéreas, onde está concentrada mais da metade do investimento.

A participação de empresários nacionais e estrangeiros na reconstrução das infra-estruturas afectas ao sector intermédio dos transportes constitui prioridade para o Executivo, que dedica cerca de nove mil milhões USD para financiar projectos afectos a carteira do sector para o corrente ano.

De acordo com o director do Gabinete de Estudos e Planeamentos (GEP) do Ministério dos Transportes, Eugénio Fernandes, o ‘pacote’ financeiro sob a responsabilidade do MINTRANS é muito significativo.

“Este ‘pacote’ financeiro cumpre o papel do Estado no importante sector intermédio dos transportes, e representa cerca de 7,5% do PIB Nacional (2017)” aponta.

Eugénio Fernandes falava durante o último conselho consultivo do MINTRANS, recentemente realizado sob o lema Consolidação da Acção do Sector dos Transportes na Economia. Na sua apresentação, destacou que mais de 99% do investimento tem origem em linhas de crédito externas. E, destes, cerca de 83% do investimento tem origem na China (ver infografia nas páginas seguintes).

Contudo, face à revisão orçamental executada recentemente, os projectos de investimentos públicos para o transporte foram alvo de uma redução de 37% na comparticipação

pública nacional.

“Esta revisão na realidade corresponde a cerca de 0,04% do total dos 9,3 mil milhões de USD contratados em projectos no sector” aponta. “O impacto mais esperado é a quebra do cumprimento da comparticipação nacional nos desembolsos, dos projectos, agravando ainda mais a sua execução financeira”.

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