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Privatização parcial da Sonangol agendada para depois de 2022

O ministro apontou a necessidade de solução prévia de aspectos que resultem na viabilização da operação de privatização, enumerando, entre eles, o subsídio aos combustíveis.

Luanda /
11 Out 2021 / 09:52 H.

A manutenção da função social da Sonangol, com a subvenção aos preços dos combustíveis, é preponderante na decisão institucional de levar a companhia à privatização ao longo do mandato governamental que inicia em 2022, noticiou o jornal de Angola

Diamantino Azevedo afirmou, depois da assinatura de um contrato de investimento mineiro sobre o quimberlito o Chiri (Lunda-Norte) entre a ANPG, Endiama e a multinacional anglo-australiana Rio Tinto, que a privatização parcial da Sonangol não acontecerá “de certeza” neste mandato, com o que a dispersão bolsista de 30% do capital da petrolífera é adiada para a partir do final do próximo ano.

“De certeza que não será neste mandato, ainda”, disse Diamantino Azevedo, quando questionado sobre quando a Sonangol estará pronta para ver parte do seu capital colocado em bolsa.

O ministro apontou a necessidade de solução prévia de aspectos que resultem na viabilização da operação de privatização, enumerando, entre eles, o subsídio aos combustíveis.

“Há passos que não dependem da Sonangol, que dependem do Executivo, como o subsídio aos derivados do petróleo, a relação entre o Estado e a Sonangol, que temos de resolver”, afirmou o governante realçando as dificuldades que essa componente da função social da companhia cria ao processo de atracção de investidores.

Nessa mesma acepção figura a opção estratégica para a transição energética: “estamos ainda a trabalhar na marca Sonangol, que passará de uma empresa de hidrocarbonetos para uma empresa de energia” (com o que a petrolífera entra, também, na produção de energia de fontes renováveis e amigas do ambiente), vincou.