Primeiro projecto do Compacto é linha de crédito de 30 milhões para Moçambique - BAD

O vice-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) Mateus Magala disse que o primeiro projecto do Compacto para o Desenvolvimento será uma linha de crédito de 30 milhões de dólares para investimentos em Moçambique.

14 Jun 2019 / 16:33 H.

“O primeiro projecto do Compacto tem o valor de 30 milhões de dólares, é uma linha de crédito extensível a um banco moçambicano e estamos neste momento a finalizar a estruturação das garantias com o governo português, e esperamos que no próximo mês estejamos em condições de anunciar a transação”, disse Mateus Magala em entrevista à Lusa à margem dos Encontros Anuais do BAD, que decorrem até sexta-feira em Malabo, na Guiné Equatorial.

Esta linha crédito é o primeiro projeto no âmbito do Compacto para o Desenvolvimento, uma iniciativa lançada no final de 2017 pelo BAD e pelo Governo português para financiar projetos lançados em países lusófonos com o apoio financeiro do BAD e com garantias do Estado português, que assim asseguram que o custo de financiamento seja mais baixo e com menos risco.

“O BAD entra para garantir que os processos de acompanhamento antes e depois da aprovação sigam os trâmites normais, e podemos fazer financiamentos adicionais e atrair outros parceiros”, disse Mateus Magala, explicando que “Portugal, dependendo do tipo de projeto, entra para dar garantias que diminuem o custo do capital e assim podem atrair mais investimento e mais investidores”.

O Governo inscreveu no Orçamento do Estado para este ano um valor de 400 milhões de euros para estas garantias de investimentos na lusofonia, mas o valor dos projetos pode ser bastante maior, considera o vice-presidente do BAD com os pelouros dos Serviços Corporativos e Recursos Humanos.

“Em termos de alavancagem, estes 400 milhões de euros podem ser aumentados quatro a sete vezes, podemos conseguir chegar a mil ou dois mil milhões de euros, porque se o custo do capital baixa, então com o dinheiro que temos no projeto podemos investir em mais projetos, ou os investidores têm a oportunidade de trazer mais dinheiro para a operação”, disse Mateus Magala na entrevista à Lusa.