Portugal e Espanha distantes na taxa de desemprego mas próximos no risco de pobreza

Portugal e Espanha estão próximos no risco de pobreza ou exclusão social e na dívida das administrações públicas, mas distantes na taxa de desemprego e PIB ‘per capita’, indicam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao período 2010-2017.

16 Abr 2019 / 16:27 H.

No período 2014-2018, os valores do salário mínimo mensal, tendo em consideração a remuneração anual dividida por 12 meses, em Portugal e em Espanha aumentaram, respectivamente, de 566 euros para 677 euros e de 753 euros para 859 euros. É claro o contraste com os valores mínimo e máximo existentes na UE no mesmo período: a Bulgária passou de 174 euros para 261 euros e o Luxemburgo de 1.921 euros para 1.999 euros.

Em 2017, 23,3% da população de Portugal e 26,6% da população de Espanha estava em risco de pobreza ou exclusão social, percentagens mais elevadas face aos 22,5% da população da União Europeia nestas condições, revelou o INE na 15.ª edição de ‘Península Ibérica em Números’.

Entre a população jovem, entre os 15 e os 29 anos, “os países ibéricos registaram valores de pobreza ou exclusão social ainda mais elevados: 35,2% em Espanha e 27,5% em Portugal”, adianta a mesma fonte.

Na comparação do nível de preços, o INE explica que, em 2017, “quer em Portugal, quer em Espanha, os preços foram inferiores aos praticados na União Europeia considerada no seu todo” e que a variação média anual do índice harmonizado de preços no consumidor registou o valor máximo em 2011 em ambos os países (3,6% em Portugal e 3% em Espanha).

Relativamente à dívida das administrações públicas em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), o INE indica que na década 2008-2017 este indicador “aumentou bastante em ambos os países ibéricos”, passando de 39,5% em 2008 para 98,3% em 2017 em Espanha e, em Portugal, de 71,7% em 2008 para 125,7% em 2017.

Na publicação “Portugal e Espanha: Realidade ibérica e comparações no contexto europeu – 2018”, o INE indica também que os turistas com residência no Reino Unido e na Alemanha foram os que mais noites dormiram nos estabelecimentos hoteleiros de ambos os países ibéricos em 2017.