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Política monetária prudente evita inflação alta na China, defende primeiro-ministro chinês

Apesar do significativo aumento da inflação global nos últimos meses, o índice de preços ao consumidor da China manteve-se em níveis notavelmente mais baixos, registando uma subida homóloga de 1,5%, entre Janeiro e Maio

Luanda /
23 Jun 2022 / 10:00 H.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, defendeu hoje que a política monetária “prudente” que o país adoptou vai prevenir uma situação de inflação elevada, como a registada nos Estados Unidos ou nos países europeus.

Citado pelo jornal South China Morning Post, de Hong Kong, Li justificou assim a recusa de Pequim em adoptar políticas de flexibilização monetária em larga escala, apesar de a economia nacional, que já estava em desaceleração, ter sofrido impacto adicional, devido às restritivas medidas de prevenção epidémica, no âmbito da política de ‘zero casos’ da COVID-19.

“Implementamos uma política monetária prudente e não imprimimos quantias excessivas de dinheiro nos últimos anos. Um dos motivos mais importantes foi evitar a inflação e deixar espaço para enfrentar desafios futuros”, disse.

Apesar do significativo aumento da inflação global nos últimos meses, o índice de preços ao consumidor (IPC) da China manteve-se em níveis notavelmente mais baixos, registando uma subida homóloga de 1,5%, entre Janeiro e Maio, abaixo do limite oficial do governo para este ano, de “cerca de 3%”.

Os comentários de Li surgem depois de a Reserva Federal dos EUA ter executado o maior aumento das taxas de juros dos últimos 28 anos, para combater a inflação.

O Banco Popular da China (banco central) optou por deixar as suas taxas de referência intactas para evitar uma desvalorização da moeda chinesa, o yuan, segundo os analistas.

O rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano ultrapassou este ano, pela primeira vez desde 2010, os juros das obrigações do Estado chinês.