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Petrolífera privada Somoil quer entrar em bolsa em 2025 para financiar crescimento

Foi assinado um protocolo com a Bodiva que está a acompanhar o processo de preparação para a entrada em bolsa.

Luanda /
11 Mai 2022 / 08:52 H.

A Somoil, maior petrolífera privada angolana, com resultados líquidos, em 2021, de 40,9 milhões de dólares (36,9 milhões de euros), prevê entrar em bolsa em 2025, anunciou uma fonte da empresa.

Em conferência de imprensa, o presidente do conselho de administração da Somoil, Edson dos Santos, considerou importante a entrada na bolsa de valores para os objectivos de financiamento de projectos e de crescimento da empresa, que duplicou nos dois últimos anos a sua produção petrolífera diária para 16 mil barris de petróleo.

"O que nós queremos para a Somoil não vai poder ser feito com fundos próprios nem somente com alternativa a financiamentos bancários, financiamentos externos. Então, no plano estratégico da Somoil está claramente a entrada da Somoil em bolsa, primeiro na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (Bodiva) e mais para a frente, 2020-2030, esperamos ter uma Somoil em bolsas internacionais", disse.

Segundo o administrador financeiro da Somoil, Fernando Hermes, internamente foi montado um projecto para responder aos requisitos para a entrada na bolsa.

"Fizemos um projecto dentro desse grande esforço que chamamos de reestruturação dos negócios ou reposicionamento dos negócios da Somoil. Precisamos de definir se o grande valor a apresentar em bolsa, para os grandes investidores tem a ver com a Somoil no seu global ou se tem a ver com partes do projecto da Somoil. Estamos neste momento nesta fase final de reestruturação", salientou.

Fernando Hermes disse ainda que foi assinado um protocolo com a Bodiva que está a acompanhar o processo de preparação para a entrada em bolsa.

Edson dos Santos frisou que para o período 2020-2030, a ambição da empresa é tornar-se "muito boa a operar campos internos, águas rasas e campos maduros".

"Nessa altura, 20-30, esperamos ter já alguma experiência em águas profundas e capacidade também para então nos tornarmos operadores em águas profundas", referiu o responsável, frisando a aposta nos recursos humanos e transição energética.

Em 2020, a Somoil teve resultados líquidos negativos de quatro milhões de dólares (3,6 milhões de euros), realçou Edson dos Santos, frisando que as perdas "foram maiores que valores financeiros".

"Perdemos oportunidade, houve produção que nós deveríamos ter realizado e teve de ser adiada, queríamos movimentar a sonda que está no país e não pudemos fazê-lo, mobilizar recursos humanos foi muito difícil, trazer expatriados para o país, vistos, limitações de COVID-19, foi um ano difícil para a Somoil e não só", salientou.