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País já tem estratégia para transição energética

Angola já tem uma estratégia nacional de biocombustíveis, visando a transição energética das fontes primárias de energias fósseis para as renováveis, informou o secretário de Estado dos Petróleos, José Barroso.

Angola /
22 Jul 2021 / 09:24 H.

O secretário de Estado, que respondia algumas preocupações colocadas por jornalistas, nessa segunda-feira (19), após a apresentação do relatório de actividades dos três anos do Instituto Regulador de Derivados de Petróleo (IRDP), referiu que a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) também foi criada para a análise e formulação de políticas e estratégias desta iniciativa de energias renováveis.

"Estamos a dar os pequenos passos para depois termos capacidade de elaborar uma estratégia que seja sustentável", sublinhou, realçando que a Sonangol, no quadro da sua regeneração, criou uma estratégia de negócios de gás e energia, dando os primeiros passos no desenvolvimento de soluções viradas para energias limpas.

Sabe-se que a petrolífera nacional firmou parcerias com a ENI (Itália) e a Total (França), para o desenvolvimento de projectos de energia solar, num investimento na ordem dos 83,7 milhões USD, em implementação no Sul de Angola (Huila e Namibe), com uma produção em rede pública prevista para 2022.

Trata-se de obras em fase de execução nas regiões da Quilemba na Huila, com 36,7 milhões USD e de Caraculo no Namibe, com 37 milhões USD, em parceria com as firmas Eni (Itália) e Total (França), com a instalação de projectos de energias renováveis fotovoltaica de 37 megawatts em Quilemba e de 25 em Caraculo, respectivamente.

A Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA) estima que a procura por energia fóssil, incluindo petróleo e gás, comece a diminuir já a partir de 2025, levando o mercado a consumir mais energias renováveis do que a fósseis, a partir de 2050.