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Necessidade energética mundial deve crescer em 28% até 2045

A previsão da demanda é justificada pelo aumento da população e crescimento económico de regiões como a Ásia, África e Médio Oriente

Angola /
20 Out 2022 / 08:48 H.

A necessidade energética mundial crescerá em 28% até 2045, sendo que o petróleo e gás representarão nessa altura 52% da matriz energética mundial, de acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), citado pelo secretário de Estado para o Sector Petrolífero, José Barroso, na abertura do workshop sobre “A descarbonização na indústria petrolífera”.

No evento realizado nesta quarta-feira, 19, em Luanda pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), em parceria com a Agência Norueguesa de Promoção do Sector Energético (NORWEP), José Barroso avançou que a previsão da demanda é justificada pelo aumento da população e crescimento económico de regiões como a Ásia, África e Médio Oriente.

Portanto, como avança, o petróleo e gás continuarão a fazer parte da necessidade energética mundial nas próximas décadas.

Durante a sua intervenção, José Barroso afirmou que o caminho para a neutralidade carbónica (Net Zero Emissions) não pode ser encarado da mesma forma para todos os países.

À semelhança de vários outros países, Angola convive com grandes desafios de acesso a energia eléctrica por parte da população e tem nos hidrocarbonetos a maior fonte de receitas para o desenvolvimento da economia e a sustentabilidade das acções de transição energética.

“Entendendo o papel da indústria petrolífera no sucesso dos esforços para a redução do impacto dos gases de efeito estufa no ambiente e uma vez que o País precisa de assegurar o desenvolvimento rumo a uma transição energética sustentável, o governo de Angola mantém o compromisso de continuar a contribuir para que as operações petrolíferas em Angola sejam cada vez mais seguras e amigas do ambiente”, disse.

O responsável mostrou-se expectante em relação à tecnologia de captura e armazenamento do carbono e ao financiamento, pois, podem ser decisivos na produção do hidrogénio azul, maximizar os recursos e acelerar as estratégias das empresas e dos países no cumprimento das metas de descarbonização.

“Auguramos que neste workshop, a indústria apresente e debata os desafios da descarbonização, as soluções tecnológicas e as oportunidades que a transição energética nos apresenta”, finalizou.