“Nacionais podem recorrer a financiamento externo para comprar participações à venda na banca”

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA) acredita que há investidores nacionais com capacidade para comprar as participações que o Estado irá alienar na banca, podendo eventualmente, se for necessário, recorrer a financiamento internacional.

Angola /
14 Ago 2019 / 13:23 H.

José de Lima Massano vê com bons olhos a alienação de participações directas e indirectas do Estado na banca, considerando que o processo de privatizações “é desejável e positivo e acaba por valorizar o sistema financeiro em geral, assim como a própria moeda nacional”.

“Não receamos qualquer processo de abertura”, disse o governador, que falava em exclusivo ao Mercado, esta manhã, em Luanda, à margem de um evento promovido pelo BNA sobre a chamada ‘tomada da banca’, que celebra hoje 44 anos.

Massano referiu que o banco central vê o processo “com tranquilidade” e adiantou que nada há contra a entrada de capital estrangeiro nas instituições.

“As coisas acontecem conforme o desejo do mercado, estamos abertos a investidores nacionais ou estrangeiros, institucionais ou de tipo individual”, afirmou José de Lima Massano, que acredita que haja nacionais com capacidade para comprar as posições estatais na banca que serão postas no mercado.

“Temos uma economia com um conjunto de dificuldades conhecidas, mas não se pode dizer que não haja capacidade financeira para um processo como este”, disse o governador, para quem “poderemos até ter situações de entidades nacionais que recorram ao mercado internacional se se mostrar necessário”

“Não vemos isso com receio, olhamos de forma muito positiva e iremos fazer o acompanhamento do processo para assegurar que as coisas decorrem com tranquilidade”, concluiu.

O programa de privatizações para o período 2019-2022 (PROPRIV), apresentado ontem em Luanda, prevê a alienação das participações do Estado no BCI, Banco Económico, BAI e Banco Caixa Angola.