Mercado de valores
Tempo - Tutiempo.net

Moeda em circulação na economia aumenta cerca de 12%

O banco central optou por uma estratégia mais expansionista, ao invés da restritiva.

14 Fev 2020 / 08:41 H.

O volume de notas e moedas em circulação na economia, desde Dezembro de 2019, aumentou 12% quando comparado com o mesmo mês de 2018, fixando-se em 418,9 mil milhões de Kwanzas, apurou o Mercado nos dados divulgados pelo Banco Nacional de Angola (BNA), órgão do Estado que é responsável pela política monetária e gestão do sistema de pagamentos.

O acréscimo da quantidade de dinheiro é consequência (imediata) do aumento em quase 21% da base monetária (segundo cálculos do Mercado), passando de cerca de 4,1 biliões Kz para 4,9 biliões Kz, como se pôde constatar na informação estatística do BNA. A subida deste agregado monetário é sinal de que o banco central injectou mais dinheiro no mercado. De acordo com os fundamentos macroeconómico, é uma medida assente numa política monetária de caracter expansionista porque a intenção do BNA se justifica no aumento da liquidez, cujo objectivo passa por aquecer a economia (ainda) em recessão.

Visão estratégica

Quanto ao volume de notas e moedas em circulação na economia, o BNA tem optado por uma estratégia considerada dupla (expansionista e restritiva), nalguns momentos aumenta a quantidade de dinheiro em poder do público outras vezes reduz. Mas, nos últimos três meses do ano passado (Outubro, Novembro e Dezembro) houve aumentos consecutivos. Os dados do BNA apontam que em Outubro o montante em circulação era de cerca de 365,2 mil milhões Kz; Novembro - perto de 379 mil milhões Kz e Dezembro - cerca de 418, 9 mil milhões Kz. Ao contrário dos outros meses, pode-se constatar que o banco central optou por uma estratégia mais expansionista, ao invés da restritiva. Diante de várias correntes, acredita-se que a política monetária expansionista é uma estratégia válida para ajudar países a vencer crises e recessões. “Mas, é necessário muito cuidado ao manejar os instrumentos de política monetária para evitar o aumento da inflação e a economia entre numa recessão ainda mais profunda”, defende o economista José Mateus.

Saiba mais na edição impressa do Jornal Mercado, já nas bancas.