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Mina do Cassanguidi e Luembe podem arrancar este ano

A mina do Luembe depende de um investimento de 30 milhões USD, e espera-se que com a sua entrada em funcionamento sejam gerados 300 postos de trabalho directos e indirectos até 2022.

Luanda /
09 Jun 2021 / 16:20 H.

As minas de Cassanguidi e Luembe poderão arrancar já este ano, informou em Luanda, o PCA da ENDIAMA, Ganga Júnior.

Segundo o gestor, “pequenas minas vão contribuir para o aumento da produção”, numa fase em que se perspectiva igualmente o arranque da produção experimental da mina do Luaxe.

Fez saber que estão também em reestruturação o projecto Lunhinga (antigo Luó) e a mina de Camútue, que têm um bom potencial, estando a ENDIAMA a trabalhar para melhorar a prestação de ambas.

Relativamente ao garimpo de diamantes, Ganga Júnior, que falava à margem do encontro com a delegação Belga da Antwerp World Diamond Centre (AWDC), informou ser uma realidade que tem “dias contados”.

A mina do Luembe depende de um investimento de 30 milhões USD, de acordo com informações obtidas nesta segunda-feira, 7 de Junho.

Estão em curso diligências, por parte da ENDIAMA E.P., sócia maioritária na Sociedade Mineira do Luembe (SML), visando identificar mecanismos para o asseguramento de recursos financeiros que permitam alavancar o início das operações.

Situada na Província da Lunda-Norte, com uma área de 127 km2 , a mina (aluvionar) tem uma capacidade de tratamento de 680. mil m3 de minério/ano, tendo previsão de 18 anos de vida útil, podendo produzir aproximadamente 10 mil quilates mensalmente.

Espera-se que com a sua entrada em funcionamento sejam gerados 300 postos de trabalho directos e indirectos até 2022.

De acordo com declarações prestadas pelo PCA da ENDIAMA, José Manuel Ganga Júnior, que falava à margem de um encontro com a delegação Belga da Antwerp World Diamond Centre (AWDC), as operações poderão começar ainda este ano.

Produção só após reavaliação das reservas

O início da produção de diamantes na mina do Cassanguidi acontecerá somente após a conclusão dos trabalhos de reavaliação das reservas, de acordo com informações obtidas esta terça-feira, 8 de Junho.

Segundo os dados avançados, uma equipa técnica e económica está no terreno a trabalhar no plano de investimento para ambas as fases (de reavaliação e de produção).

Cassanguidi, mina aluvionar situada na Lunda-Norte, tem de área 103 km2, uma capacidade de tratamento estimada em 479 mil m3 de minério/ano, e poderá gerar 300 postos de trabalho até 2022.

Esta é, a par de Luembe, uma mina que poderá entrar em funcionamento ainda este ano, como fez saber no passado mês de Maio, o Presidente do Conselho de Administração da ENDIAMA, Ganga Júnior.

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