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Macau vai dispor 269 milhões de euros para incentivar economia

Luanda /
22 Jun 2020 / 15:33 H.

O plano de incentivo ao consumo de Macau vai injectar até 2,4 mil milhões de patacas (269 milhões de euros) na economia local, em crise devido à COVID-19, segundo estimativas divulgadas hoje pelas autoridades.

A criação de um cartão de consumo electrónico foi uma das medidas tomadas pelo Governo de Macau para relançar a economia e ajudar a população. Entre maio, Junho e Julho, cada residente de Macau tem direito a três mil patacas (340 euros) para gastar no comércio local. Com esta medida, o Governo de Macau injectou 1,8 mil milhões de patacas (201 milhões de euros) na economia de Macau.

Em conferência de imprensa que serviu para apresentar o relatório intercalar do plano de subsídio de consumo, as autoridades do território indicaram que, até 15 de Junho, os 600.171 residentes que aderiram ao programa gastaram um total de 1,46 mil milhões de patacas (164 milhões de euros) do cartão de consumo.

Até 15 de junho, cada residente gastou em média 2.481 patacas do cartão, que tem no total um limite de crédito de três mil patacas (340 euros).

O Governo estimou que este plano de incentivo ao consumo possa trazer benefícios à economia local num montante entre 1,8 milhões de patacas (201 milhões de euros) e 2,4 mil milhões de patacas (269 milhões de euros) .

“Estabilizar o ambiente do consumo, aumentar a confiança das empresas, aliviar a pressão dos residentes, generalizar ainda mais ainda mais o uso de instrumentos de pagamento electrónico”, melhorando assim o “desenvolvimento futuro por parte dos estabelecimentos comerciais”, foi o balanço feito pelo Governo sobre a utilização dos cartões de consumo.

De acordo com o relatório, do montante total injectado pelo Governo de Macau, 24% foi gasto no sector da restauração, enquanto 70% foi consumido no comércio a retalho.

Na mesma ocasião, o director dos Serviços da Economia, Tai Kin Ip, afirmou que “mais de 60% do montante total de transacções foi colocado nas PME [pequenas e médias empresas]”.

“Os resultados do inquérito por questionário mostram que mais de 60% dos comerciantes da restauração e mais de 40% dos da venda a retalho indicaram que 50% ou mais de 50% do volume de negócios são provenientes dos cartões de consumo”, indicaram as autoridades na mesma conferência de imprensa.

O Governo de Macau observou ainda que o plano de subsídios de consumo serviu ainda para modificar os hábitos nos métodos de pagamento por parte dos residentes, com um aumento substancial na utilização de pagamentos móveis.

Desde o anúncio do plano, em Fevereiro, até Maio, foram instalados mais de 14 mil equipamentos e códigos QR de pagamento móvel nos estabelecimentos comerciais.