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Investimento externo traz divisas no País

O presidente do Conselho de Administração da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), António Henriques da Silva, considerou, esta quinta-feira, de suma importância o investimento externo para a arrecadação de divisas no País.

07 Ago 2020 / 12:56 H.

O responsável, que falava no acto de abertura do primeiro seminário sobre Acordos de Promoção e Protecção Recíproca de Investimento (APPRI), esse investimento é também fundamental para a criação de emprego, possibilitando o ingresso das empresas locais na cadeia de valores do comércio internacional.

De acordo com António Henriques da Silva, o investimento externo tem vantagens para o País receptor, mas também pode ter desvantagens caso não se consiga estabelecer objectivos e estratégias capazes de reduzir ao máximo factores prejudiciais à soberania e à segurança.

Neste contexto, referiu que os acordos de Promoção e Protecção Recíproca de Investimento (APPRI) desempenham papel fundamental não só para proteger o investimento estrangeiro, mas também na contribuição para o desenvolvimento sustentável do País.

Considerou que a celebração dos Acordos de Promoção e Protecção Recíproca de Investimento (APPRI), entre os países exportadores e importadores, representa um dos instrumentos legais para conferir confiança aos investidores internacionais.

Referiu que os acordos bilaterais têm como finalidade, por um lado, demonstrar aos investidores internacionais a existência de um mecanismo legal e de segurança para a realização de investimentos, e por outro lado, permitir que a realização dos investimentos contribua de facto para o desenvolvimento económico e social sustentável do País.

Os participantes no primeiro seminário sobre Acordos de Promoção e Protecção Recíproca de Investimento (APPRI) foram munidos de conhecimentos sobre instrumentos de carácter bilateral que contêm medidas vinculativas, destinadas a criar condições mais favoráveis para a realização de investimentos, por parte de investidores de um dos Estados signatários, no território de outro.

Nesses termos, Angola tem já vários acordos celebrados, nomeadamente com África do Sul um, França com 10, Rússia com nove, Alemanha com seis, Reino Unido com sete, Espanha com cinco, Portugal com quatro, Guiné-Bissau com dois e Cabo-Verde com três.

Em negociação para a celebração dos acordos estão o Japão, Ucrânia e Bielorrússia.

Participaram na acção formativa, quadros nacionais afectos aos Ministérios da Economia e Planeamento, Comércio e Industria e Relações Exteriores, bem como a Casa Civil do Presidente da República e técnicos da AIPEX.