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Inflação mundial de 8,1% foi a mais elevada em pelo menos 20 anos

No inquérito divulgado desta organização ligada à revista Economist, a subida de preços entre Setembro de 2021 e Setembro deste ano foi a mais acelerada desde pelo menos 2002, quando este estudo começou a ser realizado.

Luanda /
16 Dez 2022 / 10:24 H.

O mundo registou em 2022 o mais elevado nível de inflação dos últimos 20 anos, com uma subida média de 8,1%, estimando-se que abrande em 2023, segundo um estudo do Economist Intelligence Unit (EIU).

No inquérito divulgado desta organização ligada à revista Economist, a subida de preços entre Setembro de 2021 e Setembro deste ano foi a mais acelerada desde pelo menos 2002, quando este estudo começou a ser realizado.

O estudo que analisou um pacote de preços de mais de 200 produtos em 172 grandes cidades em mais de 90 países atribui esta rápida aceleração da inflação aos efeitos de continuadas restrições de produção na China devido à pandemia de COVID-19 e às consequências da invasão russa da Ucrânia, iniciada em Fevereiro passado.

O relatório do EIU antecipa que, em 2023, a subida de inflação abrande, dos 8,1% de 2022 para 6,6%, embora reconheça a existência de muitas variáveis geopolíticas incertas, que podem alterar esta estimativa.

A subida do preço do litro de gasolina, que em média global atingiu os 22%, contribuiu de forma decisiva para estes números recorde, ao lado das subidas dos preços do gás e da electricidade, que atingiram em média 29% no período analisado.

A inflação na área da alimentação e dos bens domésticos também ficou em níveis muito elevados, reflectindo restrições na produção e no comércio a nível global, de acordo com o estudo do EIU.

Este ano, e pela primeira vez, Nova Iorque é considerada a cidade mais cara do mundo, empatada no 'ranking' do EIU com Singapura, que tem este estatuto há oito anos consecutivos.