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Inflação estabiliza na China apesar de aumento dos preços a nível global

A tendência de abrandamento da inflação na China pode ser explicada, em parte, pela queda dos preços dos alimentos.

Luanda /
12 Jan 2022 / 15:52 H.

A China registou um abrandamento da inflação em 2021, contrariando a tendência observada em outras grandes economias, e abrindo possibilidades para uma redução das taxas de juros, numa altura em que a dívida do sector imobiliário gerou riscos financeiros.

De acordo com a Lusa, em 2021, a inflação na China cresceu 0,9%, revelou hoje o Gabinete Nacional de Estatísticas, o que representa uma diminuição significativa, em comparação com a taxa de 2,4% registada em 2020, quando a actividade económica do país foi afectada pela pandemia da COVID-19, sobretudo no primeiro trimestre.

Recuperar a estabilidade dos preços está “no topo da lista de prioridades”, disse, ontem, o presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, justificando antecipadamente um aumento das taxas de juros, previsto já para este ano nos Estados Unidos.

A tendência de abrandamento da inflação na China pode ser explicada, em parte, pela queda dos preços dos alimentos.

A queda é significativa para a carne suína (-36,7%), de longe a principal fonte de proteína animal na gastronomia chinesa. O preço da carne de porco duplicou, nos últimos anos, devido a surtos de peste suína africana que dizimaram milhões de animais no país.

Os preços voltaram a cair, em 2021, à medida que a criação de porcos doméstica recuperou.