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Governo e BNA discutem subsídios aos combustíveis com missão do FMI

As discussões incidiram sobre a determinação dos principais caminhos a seguir no sector financeiro angolano, para que a estabilidade macroeconómico e cambial já alcançada gere crescimento e segurança no sector.

Luanda /
16 Dez 2022 / 08:25 H.

A questão dos subsídios aos combustíveis foi discutida numa reunião realizada quinta-feira (15), em Luanda, entre representantes do Governo, do Banco Nacional de Angola (BNA) e a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que permaneceu no país desde 28 de Novembro último, ao abrigo das avaliações do Artigo 4º da instituição financeira internacional.

O secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, que prestou essa informação à imprensa, no fim do encontro, em que também participou o governador do BNA, José de Lima Massano, e o chefe da missão de avaliação do FMI, Amadou Sy.

O Artigo 4º estabelece visitas periódicas do FMI a todos os seus membros, em resultado do que representantes da instituição multilateral concluíram, ontem, a missão iniciada no final de Novembro.

Segundo Ottoniel dos Santos, as discussões também incidiram sobre a determinação dos principais caminhos a seguir no sector financeiro angolano, para que a estabilidade macroeconómico e cambial já alcançada gere crescimento e segurança no sector.

No decorrer do encontro foi, ainda, debatido e apresentado ao FMI o conjunto de reformas económicas implementadas pelo Governo angolano, mudanças que, disse o secretário de Estado, continuam em execução com o propósito de garantir maior dinâmica à economia nacional, bem como permitir que o crescimento se mantenha.

As discussões, de acordo com o resumo feito por Ottoniel dos Santos para a imprensa, incluíram tópicos ligados a política fiscal, monetária, cambial, questões estruturais e visão para o desenvolvimento económico do país a médio prazo.

"São temas que foram já concertados com o FMI e processos que estão na agenda do Executivo, mas que estão ainda em estudo”, frisou Ottoniel dos Santos, que destacou que todos os processos em análise são projectados para melhorar as normas e os resultados do ponto de vista fiscal e daquilo que é o interesse das despesas públicas, bem como, mitigar os impactos dessas medidas na economia e entre as populações.

O secretário de Estado insistiu em que os processos que estão a ser tratados com o FMI resultam de uma ponderação feita a nível do Executivo.