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Eni e bp reforçam posição no País

Afirmaram no comunicado que os compromissos de investimento social das empresas no País continuarão a ser honrados

Luanda /
21 Mai 2021 / 16:07 H.

A presença da British Petroleum (bp) e da Eni em Angola ficou ainda mais reforçada com a, recente, assinatura de um memorando de entendimento não vinculativo (MdE) que vai resultar na união dos portfólios upstream, incluindo os interesses nos sectores do petróleo, gás e LNG.

A associação das duas empresas (britânica e italiana) resulta da necessidade de se impulsionar as operações de petróleo e gás de ambas em Angola e a redução do risco de investimento. Terá uma capacidade de reserva líquidas acima dos 2 320 milhões de barris de petróleo, segundo dados divulgados recentemente.

As empresas estão optimistas porque a aliança poderá trazer oportunidades significativas para ambas, visto que ca soma das reservas provadas mais das prováveis da nova empresa será de 1 195 milhões de barris de petróleo.

Quanto ao indicador dos recursos contingentes remanescentes, o valor ascende a 1.125 milhões de barris. A previsão de produção líquida no corrente ano deverá atingir os 274 kboe/d. As duas multinacionais fazem um cálculo da viabilidade financeira da nova empresa, medido através do valor presente líquido (depois de impostos mais as sinergias fiscais) e contabilizam um valor de 6.795 milhões de dólares, como refere a FORBES.

A bp e a Eni, segundo o comunicado, desenvolveriam um plano de negócios que permitisse capturar futuras oportunidades de exploração, desenvolvimento e a possibilidade de um aumento do portfolio em Angola e a nível regional.

A Eni e bp garante que o desempenho em termos de segurança, saúde e ambiente, concretização de projectos e eficiência de produção serão áreas prioritárias para a direcção. Também afirmaram no comunicado que os compromissos de investimento social das empresas no País continuarão a ser honrados.

As empresas já informaram a intenção ao Governo Angolano. Qual quer transacção final será sujeita a aprovações por parte do Executivo , autoridades reguladoras e parceiros. Foram nomeados por ambas as empresas consultores que irão apoiar na angariação de fundos para a nova operação.

A bp é operadora dos blocos 18 e 31, tem participações nos blocos 15, 17, 20 e brevemente no bloco 29. Tem também participaçâo no Novo Consórcio de Gás (NCG) e na Angola LNG.

A Eni é a operadora do bloco 15/06 e dos blocos de exploração Cabinda Norte, Cabinda Centro, 1/14 e brevemente o bloco 28, e é também operadora do “Novo Consórcio de Gás” (”NGC”). Além disso, a Eni tem participação em blocos operados por parceiros: 0 (Cabinda), 3/05, 3 / 05A, 14, 14 K / A-IMI, 15 e Angola LNG.

O consórcio criado pela Eni e a bp está avaliada em aproximadamente 6,8 mil milhões USD.