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EMIRATES suspende voos de passageiros

A Emirates, anunciou que vai suspender de modo temporário todos os voos de passageiros, a partir de amanhã, 25 de Março de 2020.

24 Mar 2020 / 16:22 H.

Segundo a maior companhia aérea do mundo, os voos de carga, incluindo o transporte de bens essenciais e de medicamentos por todo mundo vão continuar. Numa nota a que o Mercado teve acesso a companhia faz saber também que vai reduzir os salários dos funcionários para evitar despedimentos.

A medida visa atender aos pedidos dos vários governos, avançou a gigante aérea para apoiar no repatriamento de passageiros.

Neste sentido, vai continuar a operar voos de passageiros e de carga, enquanto as fronteiras permanecerem abertas e houver demanda, para os seguintes países e territórios até novo aviso: o Reino Unido, Suíça, Hong Kong, Tailândia, Malásia, Filipinas, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Austrália, África do Sul, EUA e Canadá.

Visa ainda conter custos, pois as perspectivas de demanda de viagens permanecem fracas em vários mercados num curto e médio prazo. Sendo assim:

a) Adiou ou congelou despesas discricionárias

b) Paralisou todo trabalho não essencial de recrutamento e consultoria

c) Está a incentivar os funcionários a tirarem férias renumeradas ou não, à luz da capacidade reduzida de voos.

d) Reduziu temporariamente o salário base da maioria dos funcionários do grupo por três meses, variando de 25% a 50% a redução. Os funcionários vão continuar a receber os outros subsídios durante este período. Os funcionários juniores estão isentos da redução salarial básica.

Os presidentes da Emirates e da Dnata - Sir Tim Clark e Gary Chapman - terão um corte de salário básico de 100% por três meses.

Avançou ainda o Presidente do Grupo Emirates, Xeique Ahmed bin Saeed Al Maktoum, que “o mundo entrou literalmente em quarentena devido ao surto de COVID-19. Esta é uma situação de crise sem precedentes em termos de amplitude e escala: do ponto de vista geográfico, de saúde pública, social e económico. Até Janeiro de 2020, o Grupo Emirates estava a seguir bem em relação às suas metas, mas o COVID-19 obrigou a uma paragem repentina e dolorosa dos serviços nas últimas semanas”.