Desvalorização cambial reduz facturação da Visabeira em Angola e Moçambique

O volume de negócios do grupo Visabeira em Angola e Moçambique atingiu 102 milhões de euros no ano passado, uma descida de cerca de 20% face a 2017, devido à “forte desvalorização cambial”, disse à Lusa o presidente executivo.

Angola /
18 Abr 2019 / 10:14 H.

“Foram duas geografias em que nós, em moeda local, crescemos. A nossa actividade cresceu nesses dois países, quer em Angola, quer em Moçambique”, afirmou Nuno Marques.

No entanto, “Angola teve claramente uma fortíssima desvalorização cambial”, que quando transposta para o euro levou a uma redução do volume de negócios, explicou o gestor.

No mercado africano, Angola e Moçambique representaram 102 milhões de euros, 13,5% do total do volume de negócios do grupo Visabeira (745 milhões de euros).

Angola e Moçambique “são geografias que já conhecemos, mercados onde já estamos presentes há 30 anos e onde continuaremos a estar presentes”, salientou.

“Temos a certeza absoluta que são mercados que, apesar de terem passado por momentos cuja economia tem sido difícil, vão crescer também nos próximos anos”, sublinhou Nuno Marques.

No mercado de Angola, o grupo tem o foco nas telecomunicações, enquanto que em Moçambique as áreas de atividade, além das telecomunicações, incluem a construção, energia e turismo.

No ano passado, o lucro do grupo Visabeira subiu 2,6% para 51,4 milhões de euros, com o volume de negócios a crescer 16,8% para 745 milhões de euros.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) cresceu 14,8% para 142 milhões de euro