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China confirma lançamento do último satélite do sistema de geolocalização chinês

O investimento no projecto ultrapassa os 10 mil milhões USD.

Luanda /
15 Jun 2020 / 20:30 H.

O último satélite do sistema Beidou, a alternativa chinesa ao GPS norte-americano, vai ser lançado na terça-feira, confirmou hoje o director-geral do Gabinete de Navegação por Satélite chinês, Ran Chengqi.

Quando o lançamento ocorrer, na base espacial de Xichang, no sul da China, o satélite entrará em órbita em cerca de 45 minutos, que é quando a operação pode ser confirmada como bem-sucedida, disse Ran.

O satélite BDS-3 completou testes técnicos no solo e o foguete "Long March 3B", que o levará ao espaço, está pronto no centro de lançamento de Xichang, informou o Gabinete de Navegação por Satélite do país asiático.

Quando o satélite entrar em órbita completará a rede de 35 dispositivos de terceira geração (BDS-3) do sistema Beidou, lançado pelo país asiático, em 2015, para oferecer cobertura de posicionamento global.

A China começou a construir o Beidou há 20 anos, com o objetivo de ser autossuficiente em tecnologia de navegação e ter um sistema alternativo ao GPS.

É composto por duas constelações de satélite separadas. O Beidou-1 consiste em três satélites que, desde 2000, oferecem cobertura limitada e serviços de navegação e posicionamento para a China e alguns países vizinhos.

O Beidou-2 começou a operar em dezembro de 2011 com dez satélites em órbita e oferece serviços de geolocalização para países da região Ásia-Pacífico.

Com a conclusão do Beidou-3, o sistema alcançará cobertura global este ano e fornecerá uma alternativa aos outros três actualmente existentes: o GPS norte-americano, o Galileo europeu e o russo GLONASS.

O sistema dará à China maior independência face aos Estados Unidos e desencadeará a concorrência entre as duas potências num sector dominado, até à data, pela tecnologia norte-americana.

A conceção começou na década de 1990, quando os militares chineses procuraram reduzir a dependência face ao GPS, promovido inicialmente pelo Pentágono.

O investimento estimado da China no projecto ultrapassa os 10 mil milhões USD.

Vários especialistas dos Estados Unidos reconheceram que o sistema de Pequim, tendo sido projectado algumas décadas após o norte-americano, aprendeu com a experiência deste e melhorou a precisão da geolocalização.

De acordo com a imprensa estatal chinesa, o Beidou já foi exportado para quase 120 países para serviços como prevenção e gestão de catástrofes ou observação e controlo do tráfego em portos e estradas.