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CCIA-AL reúne empresários para avaliar impacto económico da COVID-19

O evento teve como objectivo principal encontrar mecanismos para reverter o impacto negativo da COVID-19 nos negócios

Luanda /
21 Jun 2020 / 12:06 H.

A Câmara de Comércio & Indústria Angola - Alemanha juntou, ontem (18), várias entidades ligadas ao sector empresarial angolano e alemão num webinar com o objectivo principal de abordar o impacto da COVID-19 na economia, bem como perceber as medidas implementadas pelos governos dos dois países para ajudar a mitigar as consequências da pandemianos negócios.

O evento, com dois painéis principais, teve a intervenção da especialista alemã em Instituições Financeiras de Desenvolvimento, Rena Terfrüchte, que partilhou a experiência adoptada pela Alemanha para proteger a economia do impacto da COVID-19.

“O estado alemão criou um pacote de resgate da economia avaliado em 1.3 biliões de euros para apoiar diversos sectores, como são exemplo o sector da saúde, os desempregados ou as micro e pequenas empresas, no sentido de evitar que a economia alemã desmoronasse”, detalhou Rena Terfrüchte.

De Angola, o analista económico João Neves considerou que a actual situação económica do País deve ser vista antes numa perspectiva pré-COVID-19, porque antes a economia nacional teve quatro recessões consecutivas e com uma taxa de desemprego a volta dos 30%.

Para João Neves, a solução nesta altura passava por renegociar a dívida de Angola, fundamentalmente, com a China, o que já veio a acontecer.

“A China dará uma moratória de pagamento de três anos, o que cria um balão de oxigénio. O desafio agora passa por perceber como é que se vai aplicar este dinheiro que devia ir para a dívida”, observou.

Por sua vez, Isabel de Sousa, Representante Oficial da missão diplomática angolana na Alemanha, adiantou que a pandemia representa um grande choque para a economia global.

“Acreditamos que este problema deve ser resolvido em conjunto, pois os governos de Angola e da Alemanha procuraram desde cedo fomentar medidas de saúde para ajudar as populações mais vulneráveis”.