Capacidade de resgate do BPC atingiu limite, diz Archer Mangueira

A capacidade do Estado resgatar o Banco de Poupança e Crédito (BPC) atingiu o limite e não haverá esforços adicionais para mobilizar e injectar recursos naquela instituição, advertiu ontem o ministro das Finanças, no acto de posse dos órgãos sociais nomeados na quinta-feira.

22 Jun 2019 / 20:15 H.

Archer Mangueira considerou, sem avançar números que, no esforço de consolidação do sistema financeiro do País, o Estado já injectou no BPC “recursos de uma magnitude antes impensável, o que representa um “esforço colossal” com incidência nas contas públicas, na vida dos contribuintes e da generalidade dos angolanos.

“Se o Estado não tivesse injectado recursos avultados no BPC, poderia tê-los usado na melhoria da condição de vida de muitos concidadãos, nomeadamente na habitação, saúde, e alimentação”, sublinhou Archer Mangueira.

O ministro notou que toda a situação que exigiu o resgate e reestruturação do BPC, um dos mais importantes do sistema financeiro angolano foi provocada no passado. “Sabemos o quanto o BPC tem-nos custado a todos, mas não saberíamos, com toda a certeza, quanto custaria uma falência do banco”, afirmou, sublinhando que as consequências directas teriam sido “dramáticas” para os trabalhadores e até mesmo as suas poupanças.

O governante solicitou aos novos gestores do banco de capitais públicos que observem “bons princípios e as práticas de governação corporativa”.

Os novos órgãos sociais do BPC foram nomeados quinta-feira, quando o antigo vice-governador do BNA António André Lopes, foi indicado para o posto de presidente do Conselho de Administração em substituição de Alcides Safeca, que liderava o banco desde 2017.

Com André Lopes foram nomeados quatro administradores executivos, ao contrário do anterior Conselho, que tinha dez, três membros da Mesa da Assembleia-Geral e dois para o Conselho Fiscal.

O Estado é accionista do BPC, através do Ministério das Finanças (75 por cento), do Instituto Nacional de Segurança Social (15) e da Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (10).