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Camacupa colhe arroz em 440 hectares

Com uma área de 440 hectares de arroz, cultivada em 600 hectares, foram colhidas na Fazenda Agrícola Arrozal, com perdas de 1.600 toneladas do produto, por causa de fortes chuvas que se fizeram sentir na região no mês de Fevereiro.

31 Mai 2020 / 14:31 H.

Paulo Marques, um dos directores da fazenda, explicou que a perda de 160 hectares de arroz redundou em grandes prejuízos para a empresa, que tinha como perspectiva colher cerca de 4.200 toneladas, com base na média estabelecida de sete toneladas por cada hectare.


A direcção da Fazenda Arrozal tem previsto7 toneladas como colheita, mas está ciente que a capacidade de produção por hectare pode variar entre 10 a 12 toneladas, produzindo três qualidades de arroz, o de 100, 75 e 25% grão.

O responsável informou que o grão é comercializado aos grossistas nacionais, mais a perspectiva é exportar, essencialmente para as Repúblicas Democrática do Congo (RDC) e da Zâmbia.
Quanto aos projectos para a exportação do arroz de Camacupa, o proprietário da Fazenda Arrozal, que tem como dimensão 1.800 hectares, citado pelo Jornal de Angola diz que pretendia-se, até o final do mês de Março, começar as exportações para Portugal, depois de satisfazer as encomendas recebidas de diferentes regiões angolanas.

O proprietário da fazenda, José Carriço, disse que esperava este ano uma produção de 12 mil toneladas de arroz em casca, mas, embora a fazenda dispõe de uma capacidade de secagem de 90 toneladas, sendo quatro mil para armazenamento, além de uma unidade de descasque com capacidade para cinco toneladas por hora, não foi possível atingir o propósito.

O fazendeiro indicou que o produto é transportado pelos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) para localidades do Leste e Sul de Angola e que grandes superfícies comerciais fazem a promoção do produto fora das fronteiras de Angola.

José Carriço referiu que a preferência pelo arroz produzido em Camacupa está entre os consumidores de idade avançada e reside no sabor e cheiro. “Temos pessoas fora das nossas fronteiras que conhecem o arroz produzido em Angola e, com frequência, dirigem pedidos para o envio, sobretudo para Portugal.”

Na fazenda, 90% dos trabalhadores são jovens, que já se tornaram grandes operadores de máquinas, depois de processos de formação assentes na habilidade para o cultivo e a obtenção de qualidade, realçou o empreendedor.