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Burla Tailandesa: PIB inviabilizaria transacção de USD 50 mil milhões

O Produto Interno Bruto (PIB) de Angola, até 2014, rondava apenas os 120 mil milhões de USD ano, soma insuficiente para suportar a transacção de USD 50 mil milhões que os réus tailandeses pretendiam, alegadamente, investir no país.

Angola /
13 Mar 2019 / 08:37 H.

As declarações são do ex-secretário do Vice-Presidente da República para os assuntos Sociais e Económicos, Alcino Izata da Conceição, proferidas durante a 22ª sessão de julgamento do caso Burla Tailandesa, que decorre na 1ª Câmara Criminal do Tribunal Supremo.

Arrolado como declarante no processo de tentativa de burla ao Estado angolano, cujo julgamento já leva 54 dias, Alcino da Conceição declarou que foi o primeiro a dar um parecer negativo ao processo do suposto investimento tailandês, logo que lhe foi solicitado.

Para o responsável, nenhum país do mundo é capaz de envolver somas tão altas sem que se tenha contrapartida, e a situação era mais sensível para Angola cuja sua riqueza anual rondava apenas os 120 mil milhões de USD, insuficientes para suportar a entrada de 50 mil milhões no sistema financeiro.

Não obstante a isso, e em função da soma avultada, poderia se suspeitar por actos de branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e de instabilidade da soberania económica.

Na pior das hipóteses, disse, para que os USD 50 mil milhões fossem transaccionados, teria de ser feito de forma gradual em anos seguintes, razão pela qual orientou os responsáveis do Fundo de Apoio Social (FAS), afecto ao Ministério da Administração do Território e da Reforma do Estado, a suspender acordos com o grupo tailandês.

Negou que a ré Celeste de Brito, elo do grupo tailandês, tenha solicitado um encontro com o vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, além de desconhecer a existência de uma carta de chamada para os réus estrangeiros, supostamente subscrita por Bornito de Sousa.