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BPC volta a registar prejuízos mas dá sinais de recuperação

O banco público, que entrou há sensivelmente dois anos num processo de reestruturação, prevê registar ainda resultados negativos até final de 2022, avaliados em 330 mil milhões.

Luanda /
06 Set 2021 / 10:06 H.

O Banco de Poupança e Crédito (BPC) registou prejuízos, no II Trimestre deste ano, mas dá os primeiros sinais de recuperação, saindo de prejuízos de 189,6 mil milhões Kz para 77,4 mil milhões, segundo o balancete publicado pela instituição.

Recentemente, o vice-governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Tiago Dias, deixou garantias, em Luanda, de que o Banco de Poupança e Crédito (BPC), "está sólido e bem capitalizado”.

Manuel Tiago Dias ressaltou que o processo de recapitalização do banco, apesar dos vários constrangimentos que enfrenta no processo de controlo interno e na garantia da fiabilidade das operações, respeita os planos definidos pelo accionista para o efeito.

"O BPC tem estado a fazer um trabalho para ultrapassar os problemas mas ainda vamos sentir durante alguns problemas de ordem operacional”, admitiu à RNA.

Sobre os resultados negativos, de acordo com a apuração do Jornal de Angola, o banco público, que entrou há sensivelmente dois anos num processo de reestruturação, prevê registar ainda resultados negativos até final de 2022, avaliados em 330 mil milhões.

O maior banco de capitais público "caiu” nesta situação difícil devido a sua carteira de crédito malparado estimada em 1,4 biliões Kz. Os activos actuais, maioritariamente em Títulos do Tesouro, estão avaliados em 1,14 biliões. Contudo, do total do crédito malparado, o banco vendeu 80%, cerca de 951 mil milhões Kz, à empresa Recredit, ficando apenas sob sua responsabilidade a recuperação de 20% do valor total, estimado em 560,2 mil milhões Kz.