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Atlântico abre capital a investidores estrangeiros em 2022

A abertura do capital, que tem vindo a ser preparada desde meados de 2021 e que se vai concretizar em 2022, tem tudo para correr bem.

Luanda /
13 Mai 2022 / 15:08 H.

O Banco Millennium Atlântico (Atlântico) dá início a mais um ciclo de transformação na sua história de 16 anos na banca angolana, seis depois da fusão, com a abertura do capital em bolsa em 2022.

Seis anos após ter protagonizado a primeira grande fusão na banca angolana - entre o Banco Millennium Angola e o Banco Privado Atlântico – o Banco Millennium Atlântico, mais comummente designado Atlântico, encerra um ciclo de transformação com a preparação da abertura de capital em bolsa, o que deve acontecer ainda este ano, de acordo com um recente comunicado da instituição bancária, dirigida por António Assis de Almeida.

A intenção anunciada pelo Atlântico, tido como um dos bancos de referência do sistema bancário angolano, está a suscitar o interesse de inúmeros investidores internacionais, além do espaço lusófono, e com isso a alcançar um impacto exponencial positivo no sistema bancário do país.

Os sinais evidenciados por futuros investidores estrangeiros no Atlântico são extensíveis a toda a economia angolana, porque repercutem uma ideia de confiança do país noutras praças financeiras.

O Atlântico tem visto o seu crescimento - conta actualmente com 2.3 milhões de clientes - pautado pela prudência.

Na última assembleia-geral, realizada em Luanda em 27 de Abril, foram aprovadas as alterações na sua estrutura de gestão com vista a uma aposta estratégica de transformação e adopção de um novo modelo de negócio que responda de uma forma mais eficaz às crescentes exigências do quadro regulatório.

No último ano, o Atlântico conseguiu tornar o seu balanço mais líquido e rentável, com um resultado líquido de 3,4 mil milhões Kz, tendo reforçado significativamente o seu indicador de solvabilidade para 21%, tornando-se mais eficiente nos seus custos operacionais, que representam apenas 3% do total do seu activo.

Neste contexto, a abertura do capital, que tem vindo a ser preparada desde meados de 2021 e que se vai concretizar em 2022, tem tudo para correr bem.

Com a entrada de accionistas estrangeiros no capital do Atlântico, e mesmo que sujeito a uma maior exposição reputacional no mercado internacional, o banco angolano assegura vantagens acrescidas com a possibilidade de vir a estabelecer parcerias com outras reputadas instituições financeiras do mundo.