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Angola regista recessão de 0,7% este ano

Angola tem enfrentado crescimentos negativos do Produto Interno Bruto (PIB) desde 2016, na sequência da queda dos preços do petróleo, que afectou a receita do Estado e do abrandamento da produção de petróleo devido à falta de investimento e ao declínio natural das reservas.

Luanda /
13 Out 2021 / 08:30 H.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou a previsão de crescimento para Angola, antecipando agora uma recessão de 0,7%, a sexta queda anual consecutiva da riqueza do País, que deverá crescer 2,4% em 2022.

De acordo com as previsões económicas mundiais hoje divulgadas no âmbito dos encontros anuais do FMI e do Banco Mundial, que decorrem esta semana, o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana vai registar o sexto ano consecutivo de recessão.

Angola tem enfrentado crescimentos negativos do Produto Interno Bruto (PIB) desde 2016, na sequência da queda dos preços do petróleo, que afectou a receita do Estado e do abrandamento da produção de petróleo devido à falta de investimento e ao declínio natural das reservas.

As novas previsões do FMI surgem poucos dias depois de o Governo ter actualizado o cenário macroeconómico, no qual estimavam uma estagnação (crescimento zero) este ano, apesar de a ministra das Finanças, numa entrevista à Bloomberg, na semana passada, ter admitido que a recessão era ainda uma possibilidade.

O ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, disse na quinta-feira passada que a redução da actividade petrolífera, a par dos efeitos da pandemia, foi um dos principais motivos dos crescimentos negativos dos últimos anos.

"Devido ao grande peso que o sector ainda tem na nossa economia, o crescimento negativo deste sector tem afectado negativamente o crescimento global do País", disse, lembrando que a estimativa do Governo aponta para um crescimento nulo este ano, depois de cinco anos de recessão, mas já com a economia não petrolífera a crescer significativamente.