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Angola estima produzir 10 milhões de quilates de diamantes em 2022

Após um período de relativa instabilidade do mercado mundial, fruto da pandemia que assola o mundo desde o primeiro trimestre de 2020, há sinais de recuperação do preço do diamante no mercado mundial.

Luanda /
25 Nov 2021 / 15:40 H.

O País estima produzir, até Dezembro de 2022, cerca de 10 milhões de quilates de diamantes, contra os actuais 9 milhões, registando um aumento de 10%, anunciou esta quinta-feira, em Saurimo, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo.

Falando na abertura da Conferência Internacional de Diamantes, que decorre entre os dias 25 e 27 no Polo de Desenvolvimento Diamantífero na cidade de Saurimo, Lunda Sul, o ministro precisou que este ano, até ao mês de Outubro, o País produziu 6,5 milhões de quilates da pedra preciosa, denotando um grau de execução de 72% da previsão para este ano, “o que nos leva a crer que este objectivo será alcançado”

Sob o lema ‘Angola: Destino para o Investimento Sustentável na Indústria de Diamantes, Diamantino de Azevedo destacou que a concretização deste evento, na província, tem como finalidade a promoção da cadeia de valor de um sector de importância fundamental para o desenvolvimento económico e social do País.

“Representa também uma homenagem simbólica a esta região, que geneticamente alberga diamantes de excelente e de elevada qualidade”, disse, frisando que o certame traduz a vontade de um rápido, mas harmonioso desenvolvimento económico e social do País, tendo o diamante como mola impulsionadora.

O ministro sustentou que a realização da conferência é uma tarefa que se impõe após a reestruturação do modelo de governação do sector.

Diamantino de Azevedo indicou ainda que após um período de relativa instabilidade do mercado mundial, fruto da pandemia que assola o mundo desde o primeiro trimestre de 2020, há sinais de recuperação do preço do diamante no mercado mundial.

Com isto, avança o responsável, é estimulada toda a actividade, abrindo perspectivas positivas para o desenvolvimento da cadeia de valor deste mineral.

A nível interno, segundo Diamantino Azevedo, a política de comercialização de diamantes e o seu regulamento aprovado neste mandato garante aos sistemas de comercialização maior transparência e liberalização do processo de compra e venda.

Acrescenta que a medida adoptada pelo Executivo, no sentido de estimular a produção de diamantes, concorre para a melhoria na arrecadação de receitas para todos os intervenientes do sector.

“No entanto, pretendemos continuar a aperfeiçoar a política de comercialização, estando por exemplo em curso, a implementação da Bolsa de Diamantes de Angola”, lembra.

Nota igualmente que o diamante, como segundo produto de exportação e de divisas do País, é um bem essencial para a recuperação económica e desenvolvimento, quer como factor de empregabilidade quer como arrecadação de receitas fiscais para o Estado.

O evento conta com a participação de oradores de diferentes países, nomeadamente Namíbia, África do Sul, Botswana, Russia, entre outros, e nele serão abordados temas relacionados com o desenvolvimento do minério no País.