Mercado de valores
Tempo - Tutiempo.net

Reforma Angola lança formação profissional

Camilo Lemos, CEO da Reforma Angola, fala sobre o papel do Treinamento avançado de Orador Público para o sector corporativo e da necessidade de melhorar a oratória, bem como aprimorar a fala improvisada em qualquer circunstância

Luanda /
21 Jun 2021 / 16:25 H.

Qual é a pertinência desta formação para o sector corporativo?

Há duas grandes referências em termos de sabedoria que nos ajudam a responder a esta pergunta: primeira é do livro de Provérbios 15:22, para quem lê a bíblia. “Os planos falham quando não há comunicação”. A segunda é do antigo presidente dos Estados Unidos da América, Geraldo Ford. “Se fosse desafiado a regressar para a universidade, concen- traria os meus esforços em duas áreas: Aprender a falar em público e escrever correctamente. Não há na vida a coisa mais importante do que se comunicar eficazmente. Então a pergunta é: como é que os gestores das empresas, se comunicam? Conseguem criar as transformações necessárias que se exigem dos seus colaboradores e clientes, parceiros e potenciais parceiros? Como é que os colaboradores se comunicam? Quando é que temos comunicação? Assim como na religião e na política, nas empresas não temos comunicação quando no final de todo exercício não conseguirmos mudar comportamentos das pessoas, das sociedades. O treinamento Avançado de Orador Público é de todo indispensável na medida em que visa justamente doptar os gestores, colaboradores, empreendedores, estudantes, políticos, religiosos e não só, de técnicas de comunicação que os permitam comunicar-se de forma eficaz e assertiva.

A par desta formação, quais foram os cursos já ministrados até ao momento?

A nossa missão foi sempre ajudar as pessoas com dificuldades de se comunicarem em público, de orientar reuniões empresariais, de controlar a respiração durante uma exposição em público e gerir o medo. Por esta razão, sempre treinamos as pessoas em matéria de Oratória. Mas vele lembrar que já realizamos duais formações sobre as boas práticas de Língua Portuguesa e Oratória. Uma em 2018 e outra em 2019.

Qual é a grelha formativa para os próximos tempo?

Temos agora uma boa nova! Depois de assistirmos as fragilidades do mercado para os estudantes de Comunicação, entendemos neste ano lançar o Treinamento Avançado de: Como Abrir e Gerir uma Agência de Assessoria de Imprensa e Relações Públicas. Costumo dizer as pessoas: Acredito que me tornei uma autoridade nesta matéria, com provas de marcas que já foram por mim comunicadas, com prova de existência de estudantes de comunicação cujo estágio orientei e que hoje são bons gestores e marca, excelentes Assessores de Imprensa. Logo, sendo por um outro um formador certificado pelo Cenffor, estou pronto para ajudar os estudantes, os chefes de gabinetes de comunicação, jornalistas, em meia escassez de emprego, criarem e gerirem as suas agências de comunicação e ganharem dinheiro.

Qual tem sido o índice de procura pelos vossos serviços?

A procura é maior. E, o que mais me alegra é o facto de não haver campanha de publicidade sobre os nossos treinamentos. São duas armas que levam os clientes para nós. Primeira, nós ensinamos o que fazemos. Por exemplo, eu que lhe falo sou palestrante, mestre de cerimônia e domino fluentemente os diferentes tipos de discursos, desde o informático ao persuasivo. E tem mais, conheço de unha ao cabelo as técnicas para fazer um discurso de improviso. Sabe aquelas situações em que somos surpreendidos para falar e você não preparou nada? Pois é, muitos se negam, acusando a não antecipação do convite e tantas outras desculpas. Por isso é que no treinamento de Oratória preparamos os nossos para enfrentarem com normalidade estas situações. Segunda arma: sou trabalhei como jornalistas em duas grandes redacções de jornal. Fiz Assessoria de Imprensa e Relações Públicas numa das maiores agências de Comunicação da nossa praça. Hoje faço comunicação institucional na Fundação Arte e Cultura, cujo grupo empresarial a que pertence foi durante muito tempo comunicado pela agência em que trabalhei. Aliás, fui o gestor directo. Logo, sinto que as pessoas têm na frente uma pessoa certa com quem devem aprender a Assessoria de Imprensa e RP.

Em que medida o negócio foi afectado pela Pandemia e qual a estratégia para mitigar o impacto da mesma?

Uma coisa que a pandemia trouxe é a “morte” da capacidade financeira das pessoas e das famílias. As pessoas têm de decidir entre a formação e a morte pela fome. Entretanto, apesar desta situação, muitas são as pessoas que desde muito cedo perceberam que o futuro da estabilidade da vida profissional é a capacidade de falar em público, de se comunicarem com eficácia. E uma vez mais lembramos as duas sabedorias partilhadas na primeira pergunta: “Não há na vida a coisa mais importante do que se comunicar eficazmente”, “os planos falham quando não há comunicação”. Muitos confundem falar com o comunicar. Por isso mesmo dizem: “Eu sei falar bem, domino a informação da minha empresa, e tal e tal”, olho, sorrio, calo-me e respeito! A estratégia! A um dado momento tive de aceitar o desafio de assegurar o Gabinete de Comunicação da Fundação Arte e Cultura. Então, as formações passaram a ser mais ao domicílio, escritório do cliente. Formais mais dirigidas...

A vossa oferta formativa se restringe a Luanda ou existe um plano de expansão? Para quando?

Existe sim! Veja que, em 2019, fomos ao município do Mucaba, província do Uíge, para formar os chefes dos gabinetes dos administradores, os chefes de departamentos e do vice administrador. Fomos igualmente ao Waku-Kungo, à convite da Associação dos Jovens Amigos da Literatura, AJAL. Ainda este ano, temos intenção de regressar ao Waku em função das novas solicitações.

Quem são os principais parceiros?

Há um novo parceiro com que contamos agora, que é a Fundação Arte e Cultura, que nos disponibilizou um espaço para voltarmos às formações em número maior, mas não superior a 10 formandos por turma. As formações são práticas, e o nosso entendimento é que uma turma com mais de alunos só favorece os nossos bolsos e não o resultado que pretendemos alcançar em termos de qualidade e aproveitamento.

Finalizando, quantos formandos (total) beneficiaram dos vossos serviços?

Oh, estamos a falar de mais de 200 pessoas. Há uma tendência que estamos a seguir agora. Não queremos dar formações às pessoas que depois de tudo nada fazem com a formação. Isto nos compromete. Veja bem, a Oratória é sensível como é a matemática. Se você não praticar, esquece. Se você esquece reprova num pequeno teste. Preciso fazer a formação e praticar. Por exemplo, recentemente, o artista plástico Horácio Katchanja terminou a formação profissional de Oratória. Ele não poderia estar a vontade diante do público, mas, no dia 16 de Junho de 2021, foi o mestre de cerimónias num evento que reuniu crianças, pais e encarregados de educação, colaboradores e membros de direcção da Fundação Arte e Cultura. Imagine agora a minha alegria. Imagine!