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“O Conteúdo Local no Sector Petrolífero Angolano” de Job de Sá Vasconcelos, um incentivo aos investidores

“Ele descreve a minha visão, que foi alicerçada pela minha experiência e pelo meu percurso dentro desta área”

Luanda /
09 Mai 2022 / 16:13 H.

obra científica de Job Contreiras de Sá Vasconcelos, “O Conteúdo Local no Sector Petrolífero Angolano”, recentemente publicada em Luanda, é, como define o autor, clarificador sobre questões ligadas ao tema e em simultâneo, um convite, um incentivo ou estímulo para o investimento no ramo.

O livro diferencia-se dos demais pela clareza na escrita o que possibilita a compreensão clara sobre as questões relacionadas com o conteúdo local no sector, sendo um produto que a todos afecta. A abordagem simples, entendível e principalmente acessível tem como objecivo activar o debate sobre a matéria e por forma a implementar o conteúdo local da melhor maneira possível para o desenvolvimento.

“Ele descreve a minha visão, que foi alicerçada pela minha experiência e pelo meu percurso dentro desta área. Claro que a teoria é muito importante, contudo, a teoria que aqui encontrarão baseia-se nos muitos anos que tenho de prática”, disse.

O especialista acredita que o conhecimento só tem valor se for partilhado com os outros e defende que se precisa incentivar outras mentes do sector a exporem o conhecimento adquirido. “Não é aceitável que ao fim de mais de 30 anos de exploração petrolífera ainda haja quem diga que não temos experiencia”.

Sobre o conteúdo local em Angola, o especialista defende que poderia estar melhor.

“Temos de acreditar em nós e elevar o angolano, a participação de companhias angolanas no fornecimento de serviços e mercadorias produzidos localmente com ênfase em outras áreas como agricultura e pecuária que já deveriam estar enraizadas no sector como prioridade”, disse.

O acesso às empresas nacionais não deveria ser tão complicado e complexo principalmente se agregam valor a economia e a sociedade angolana.

Job Vasconcelos apontou a título de exemplo que com a aprovação do Decreto Presidencial 271 – Regime jurídico do Conteúdo Local e várias participações do Presidente da República em conferências sobre o tema, o Executivo deu um claro indicador de estar atento e comprometido com o processo, mas é necessário que cada um faça a sua parte com celeridade e cedências de ambas as partes envolvidas.

Apelou para a necessidade de perceber que existem ganhos na exploração petrolífera além do crude.

“Não devemos continuar dependentes da importação de capital humano é necessário impor a nossa posição e acredito no onshore com empresas nacionais para esta mudança de comportamento”, disse.

Este princípio de recorrer ao mercado interno para desenvolver as economias locais e nacionais, avança o especialista, já foi adoptado por vários países e de forma bem-sucedida, esta pode ser desenvolvida e crescer ao se adoptarem as medidas provenientes do Conteúdo Local.

“As empresas ao apostarem nas fábricas e em prestadores de serviços sediados em Angola, quer na aquisição de matéria-prima, de equipamentos, quer na contratação de mão-de-obra não qualificada e qualificada, acabam por desenvolver as comunidades adjacentes que permite a geração de mais postos de trabalho, maior circulação de bens, de serviços e de pessoas e consequentemente mais riqueza”, aclarou.

Algumas vozes falam em processo dispendioso, concordo a partida e o será sempre no início até que se atinja uma cadeia industrial uniformizada com a partilha de custos e infra estruturas, acrescentou o especialista em conteúdo local.

Segundo Job Vasconcelos, o conteúdo local é uma matéria que apoia a diversificação da economia, porque é um acréscimo para empresas angolanas a prestarem bens e serviços no sector petrolífero.

A obra foi divulgada no passado dia 28 de Abril, acto testemunhado pela ministra de Estado para Área Social, Carolina Cerqueira. Foram produzidos 1000 exemplares, sendo que 300 estarão a ser vendidos e autografados nos Estados Unidos da América na “Feira Internacional de Petróleo “(OTC)” e depois em Portugal.

As receitas provenientes da venda da obra estão a ser canalizados para a Associação Ambiental Imbondeiro para apoiar famílias carenciadas do Zango 3.