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Instituto Sapiens acolheu lançamento do livro “Somos Nós a Nossa Saúde Mental” de Fátima Sampaio Fernandes

O livro foi elaborado com temas respeitantes à psicologia, à patologias e síndromes com foco nas soluções.

Luanda /
12 Dez 2022 / 12:36 H.

Somos Nós a Nossa Saúde Mental” é o título do livro da escritora Fátima Sampaio Fernandes, lançado recentemente em Luanda com a chancela da editora Kilunji.

Em entrevista ao Mercado, Fátima Sampaio Fernandes, psicóloga e escritora, disse que a ideia para o título do livro surgiu do seu editor, Catarino Luamba, que tem lido sempre os seus artigos semanais no jornal Mercado e mensais na Folha Tributária da AGT e notou que o foco é sempre no que se pode fazer por nós mesmos.

O livro (contou) que foi elaborado de é uma colectânea de alguns artigos da rubrica “Bem-estar mental” do jornal Mercado e da rubrica “A Psicologia do Dinheiro” da AGT, temas respeitantes à psicologia, à patologias e síndromes com foco nas soluções.

“Acredito de facto que nós adultos devemos assumir sempre a responsabilidade pelo nosso bem-estar, não adianta culpar as pessoas que nos pedem sempre dinheiro, as que tentam nos diminuir, ou a vizinha que não sai de nossa casa. Somos os responsáveis por estabelecer os limites e por estarmos bem”.

Na narrativa tal como aflorou, Fátima Sampaio Fernandes acredita que em Angola não há pessoas com cuidado mental suficiente.

“Mas a verdade é que lentamente estamos a começar a entender, principalmente durante a pandemia, tornou-se clara a importância da saúde mental, sem a possibilidade de estarmos com a família, os amigos no trabalho, na praia, no cinema, aos abraços e toques, vimo-nos sozinhos com os nossos medos, culpas, terrores e abismos”.

Segundo Fátima Sampaio Fernandes, o que preocupa na actual sociedade é a insistência em ensinar a obediência cega às crianças, ao invés do diálogo e o questionamento.

“Preocupa-me que o adulto possa ficar impune depois dos abusos sexuais, e que nós a sociedade, culpemos sempre a vítima, que as pessoas ainda defendam que é batendo que se educa, o bullying familiar e escolar, as ofensas e insultos que “atiramos” às crianças sem qualquer preocupação relativamente às consequências do que fazemos”.

Fátima Sampaio Fernandes, aconselha a sociedade em geral para que possam ter uma boa saúde mental, afirma que “não podemos mudar o que nos aconteceu na infância, mas podemos desconstruí-lo e ressignificá-lo, numa narrativa mais justa para nós, sem culpa, ser diferentes e melhores com os nossos filhos, para que não carreguem os preconceitos e os complexos que nós, adultos, carregamos, mais amor, mais diálogo”.