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IIª edição do espectáculo de dança contemporânea “Itanda”

Palasa Dance Company realiza entre os dias 13 e 15 de Outubro do ano em curso, na Casa das Artes, em Talatona, a segunda temporada do espectáculo contemporâneo “Itanda”.

Luanda /
03 Out 2022 / 11:48 H.

O espectáculo dirigido e coreografado por Aneth Silva está focado na importância social, económica e cultural, baseado na realidade quotidiana dos mercados informais “Praças”. Uma reflexão sobre aquilo que se tornou fonte de sustento de grande parte das famílias angolanas, tendo a mulher um papel fundamental.

“Itanda”, designação do espectáculo. É o plural da palavra kitanda, na língua nacional Kimbundu, que em português significa (uma pequena barraca podendo também significar Praça).

Em entrevista ao Mercado, a directora e coreógrafa da “Palasa Dance Company”, Aneth Silva, expressou o principal objectivo do espectáculo: Trazer temas ligados àquilo que é “a nossa sociedade”, para que as pessoas se identifiquem e entendam os referidos temas.

“Para o presente espectáculo preparamos uma fusão com diversos movimentos, resultando num cruzamento entre a representação e a arte de dançar, trazendo ao público ritmos do afro-contemporâneo, as nossas danças tradicionais e urbanas, sem deixar o contemporâneo de lado”, diz.

Conhecida internacionalmente, a companhia de dança já participou de cinco apresentações no exterior do país, como por exemplo no The National Arts Festival, na África do Sul e na Expo-Dubai 2021/2022, nos Emirados Árabes Unidos.

Assim, Aneth Silva, defende a necessidade de mais patrocínios para a realização de espectáculos de dança contemporânea, para turnê pelas demais províncias do País.

Para além da necessidade de mais patrocinadores, aquela companhia de dança debate-se com dificuldades financeiras, de divulgação de espectáculos, de fazer perceber a sociedade sobre a importância da dança, que no entender de Aneth Silva “tem a mesma importância que as outras artes”.

Refira-se que “Palasa”, o nome da companhia de dança deriva da língua nacional Kimbundu que em português significa “Esperança”. É uma companhia de dança angolana, fundada em 2018, uma iniciativa do coreógrafo Miguel Carlos, cuja finalidade é acolher jovens nacionais que busquem uma carreira na dança, dando-lhes a oportunidade de aprender, crescer e desenvolver as capacidades artísticas.