Novo Aeroporto de Luanda é demasiado grande e vai piorar trânsito
A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) considerou que o novo aeroporto internacional de Luanda, apesar de ter um tamanho “impressionante”, está sobredimensionado para as necessidades do país e deverá aumentar o já difícil tráfego na capital angolana.
“A escala do novo aeroporto, que tem como meta um trânsito de 10 milhões de passageiros por ano, é impressionante, mas temos dúvidas sobre se há procura suficiente para um aeroporto tão grande, ou se uma instalação deste tamanho pode ser mantida”, escrevem os peritos da unidade de análise económica da revista britânica The Economist.
Para além disso, acrescentam, “a localização na periferia da capital com trânsito congestionado pode ser um problema”, já que “as novas estradas e as ligações ferroviárias que estão a ser construídas para ligar o aeroporto ao centro da cidade devem tornar as ligações ainda mais demoradas devido ao crescente volume de tráfego”.
A análise da EIU surge dias depois da publicação de um despacho presidencial que autoriza a reabilitação urgente da pista do actual aeroporto internacional de Luanda, empreitada aprovada pelo Presidente da República, na sequência do anúncio da reformulação do projecto do novo aeroporto da capital do país.
A informação consta de um despacho presidencial de 11 de março, a que a Lusa teve acesso, que autoriza a empreitada, embora sem adiantar valores, “devido ao caracter de urgência da reabilitação da pista do aeroporto 04 de Fevereiro”.
O mesmo despacho autoriza “a despesa e a abertura do procedimento de contratação simplificada” para a reabilitação da pista do aeroporto de Luanda, construído no período colonial e modernizado há cerca de uma década.
O documento refere ainda que o Ministério das Finanças deve “assegurar os recursos financeiros necessários” à empreitada de reabilitação.
O Governo angolano anunciou na semana passada que as obras do Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL), em construção por empreiteiros chineses há dez anos e com financiamento da China, vão ser submetidas a correcções de engenharia e funcionalidade, para adequar a estrutura aos padrões da modernidade, inovação e de conforto dos passageiros.