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João Ndala conta detalhes do livro “Comunicadora indispensável” com exclusividade ao Mercado

O livro “Comunicadora indispensável” retracta a vida das mulheres com visão, capazes de elevar sonhos susceptíveis de erguerem famílias sólidas.

Angola /
18 Mai 2022 / 12:07 H.

Quem é João Ndala?

Sou o conjunto da minha história, lugares, sítios, medos e emoções. Alguns resultados começaram também a dizer quem sou. Por exemplo, sou pai de quatro filhos e esposo. Este também sou, um general de uma família. Neste momento, sou assessor de comunicação da presidente do Conselho de Administração da Comissão de Mercado de Capitais.

Em 2009, tive a “coragem” de abrir uma empresa que a denominei INDISPENSÁVEL.Lda. É uma empresa de prestação de serviços de formações e consultoria em comunicação oral.

A dimensão social, política e religiosa do “quem sou” não se esgota aqui. Ela começa sempre que uma pergunta como essa aparece.

Qual é a fonte de inspiração para escrever o livro “A comunicadora indispensável”?

A Comunicadora Indispensável surgiu no momento, idealizado fruto das aulas dadas, da realidade observada e da minha trajectória enquanto estudante de comunicação e investigador.

Enquanto formador já havia feito alguns manuais de apoio, mas o método daquilo que entendia como relevante para um “comunicador indispensável” precisava de consistência e procedimentos mais apurados.

A pandemia veio e como estávamos mais tempo em casa, acabei por dedicar este tempo para escrever, dar aulas e conhecer algumas pessoas, principalmente online. Neste período fiz com que o que estava na cabeça, pudesse se tornar realidade com a escrita de um livro.

Porquê “A comunicadora indispensável”?

Porque retracta a vida das mulheres com visão, capazes de elevar sonhos e fazer com que se erguem famílias sólidas. De forma particular, a comunicadora indispensável é um relato sobre uma jovem em busca de financiamento para o seu projecto e vê na sua oratória a oportunidade para tal afinal, tudo depende da forma apaixonada e envolvente como comunicamos os nossos sonhos aos apoiantes, investidores, fornecedores e clientes e não sendo capaz de fazê-lo, busca a ajuda de Hortência. No fim, a comunicadora volta a apresentar-se aos financiadores. O resultado está no livro.

No fim da leitura, tal como acontece nos seminários, a comunicadora indispensável não será mais (apenas) a Otchali.

Observe que o livro comporta vários capítulos que descrevem o “processo de comunicação” cientificamente provado. Fizemos a nossa roupagem e deu no substancial que tem o livro.

O convite fica para que possam adquirir a obra e fazê-la de manual de consulta sempre que necessário se apresentar.

A história retracta factos reais ou ficcionados?

Como já havia dito, fruto da observação da realidade, das aulas dadas e na interacção com a necessidade das pessoas, surgiu a ideia de fazer algo diferente. Que não fosse muito técnico. Aliás, a técnica foi usada, se cingiu no conto, na história, conduziu a narrativa para que alguns aspectos reais vivenciados fossem retratados.

Achei que fazia sentido escrever sobre técnicas da fala em público, oratória, mas com base numa história.

Quase todas as personagens no livro são reais, existem. Há particularidades de algumas personagens, por exemplo, que terão de ser motivo de exercícios mentais para serem desvendadas, mas isso deixo como tarefa para o leitor.

Qual é o público-alvo do “A comunicadora indispensável”?

É uma obra abrangente e para todos. Cada um de nós tem necessidade de melhorar a sua comunicação. Estão reunidas ali técnicas milenares, comprovadas e experimentadas.

O universo do público que quer melhorar a sua comunicação é enorme. Cada um há-de tirar a sua parte na história. Há quem, provavelmente, irá perceber o retracto que foi feito sobre a importância da família. Outros hão-de perceber, talvez, como uma história de amor, outros ainda como sendo a oportunidade de ver que a comunicação auxilia muito a quem deseja procurar investimentos ou apresentar um serviço ou produto.

Qual é o objectivo do livro “A comunicadora indispensável”?

É um contributo científico sobre a ciência, arte e paixão da fala em público. Uma visão sobre como deveria ser “um orador indispensável”. Este, como reforçou o Henriques Ngolome no seu livro “Sapi ya Chiyulo Liderança Responsável” deve comportar o que nós chamamos de “C.H.A.N.A”.

Sobre o tema que aborda no livro, sente que esgotou a linha de pensamento?

Há sempre espaço para aprofundar os temas. Este contributo serve de apoio e deixou muitas nuances para outras abordagens. É rico em abordagens diversas e sugere para quem o leia, reflexões que, mais tarde, podem ser exploradas.

Penso que se cada um de nós for capaz de deixar o seu pensamento e reflectir sobre as provocações deixadas por outros pesquisadores e não só, estaremos a contribuir de forma significativa para o aumento do conhecimento e consciência colectiva. A nossa expectativa, como me referi antes, é que este livro seja um instrumento para futuros debates.

O leitor pode esperar por um segundo volume do “A comunicadora indispensável”?

Vamos explorar ao máximo este livro e o tempo vai nos dar indicadores para outros volumes.

É preciso deixar que as pessoas, nós mesmos consumamos ao máximo esta obra. Sabe que o nosso nível de leitura ainda não é o desejado e para que os temas abordados possam ser absorvidos o tempo vai nos ajudar...

Considera a escrita literária prazerosa e libertadora?

Concordo em pleno. É uma escrita prazerosa e faz viajar e visitar lugares, por vezes, inexistentes. Para quem lê também é prazeroso e libertador. Devemos ler mais para conhecer também mais. Há um conjunto de factores económicos e sociais que concorrem para que o livro, a leitura e o debate livre sobre as provocações deixadas neles não sejam ainda o que seria ideal.

Quantas obras já lançou?

A comunicadora indispensável é a minha primeira obra. O nosso primeiro filho literário.

Em poucas palavras como descreveria o livro “A comunicadora indispensável”?

É uma obra diferente sobre um tema que, por vezes, chega a ser muito técnico. Foi desenhada para ser uma história que contempla técnicas de oratória e vários cenários reais sobre investimento, família e empreendedorismo.

Traz a emoção de quem vive o dia-a-dia observando sobre como nós nos comunicamos e como somos percepcionados.