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Elvis de Barros publica obra sobre capital de risco

A obra traz a reflexão sobre um tema actual em África devido às transformações que os nossos sistemas financeiros têm vindo a experimentar, onde há a necessidade de se impulsionar o seu crescimento para expansão uma vez que, este tem um papel crucial no fomento económico e social a nível do País, o que também exige o desenvolvimento e o acesso a diferentes técnicas e veículos de investimento para o efeito, como é o caso dos fundos de investimento em capital de risco.

Angola /
03 Mai 2022 / 09:20 H.

O escritor Elvis de Barros lançou recentemente em Luanda, uma obra literária intitulada “Fundos de Capital de Risco em Angola: Engenharia de Mercado e Conflitos de Interesses”.

De acordo com o autor, a obra analisa o regime jurídico de capital de risco vigente, particularmente nos fundos de investimentos de capital de risco, alvo de destaque no regime jurídico nacional, já que esta aparenta ter sido construída em torno desta figura.

A obra traz a reflexão sobre um tema actual em África devido às transformações que os nossos sistemas financeiros têm vindo a experimentar, onde há a necessidade de se impulsionar o seu crescimento para expansão uma vez que, este tem um papel crucial no fomento económico e social a nível do País, o que também exige o desenvolvimento e o acesso a diferentes técnicas e veículos de investimento para o efeito, como é o caso dos fundos de investimento em capital de risco.

Elvis de Barros, antes de olhar para a dimensão dos conflitos de interesses procurou fazer uma dimensão deste universo que considera crucial, principalmente na nossa realidade que inspira um sentido de urgência quanto ao desenvolvimento económico.

Esta obra traz três experiências diferentes que pretende usar como modelos de inspiração para também aplicar numa criação de Engenharia de Mercado (forma de se desenvolver um mercado de capital de risco) na nossa realidade.

O autor fez saber que a ideia dessa proposta partiu da realização de um esforço de Engenharia regulatória em Angola, tendo por base os mesmos propósitos, e aqui a ser concretizado potencialmente com a conversão do Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA).

Com esta conversão o FACRA não investiria directamente nas empresas mas sim disponibilizaria capital. Deste modo, este investimento serviria de mecanismo impulsionador de inovações técnicas, tecnológicas e científicas.

“Procuro dar um contributo ao futuro dessas matérias, a luz daquilo que é o ordenamento jurídico e também da nossa realidade e para a criação de potenciais soluções para os desafios que esta acaba por nos colocar”, concluiu.