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Brexit: Leyen e Johnson em estado de graça

Antes da tormenta das negociações que se iniciam em março, o Canal da Mancha parece de repente ter passado a ser um ‘mar de rosas’. Mas os dossiês mais difíceis – fundamentalmente quatro – estão aí para complicar tudo.

09 Jan 2020 / 09:54 H.

Um evidente e quase aparatoso contraste com as fotografias anteriores: o encontro entre a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, cordial, amistoso, quase fleumático, não podia ser mais diferente do ar crispado, mal-disposto e alheado com que acabavam os encontros entre o antecessor da comissária, Jean-Claude Juncker, e a primeira-ministra de então, Theresa May.

As diferenças explicam-se desde logo pelo reequilíbrio de forças: o primeiro-ministro britânico não é mais apenas um dos 28 ‘subalternos’ da Comissão Europeia, mas alguém que está no mesmo plano institucional e político de von der Leyen. O anfitrião da reunião entre ambos, ontem em Londres, não se poupou precisamente a esse esforço: o de anfitrião – tantos mais que recebia alguém que passou pelos bancos de escolas britânicas, o que com certeza lhe colou à pele alguma da patine britânica.

De qualquer modo, dizem os analistas, por muito que por ali haja excesso de pose e salamaleques a mais, o contrário – tensão e crispação – seria sempre pior para o regresso dos dois blocos à mesa das negociações. Isso mesmo deverá suceder já em março que vem, e voltará a trazer à tona da água as enormes diferenças que os dois blocos vão ter de tentar suavizar.

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