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Angola precisa de um instituto especializado em estética diz Ariete Junqueira

“Precisamos de crescer no sector da formação, portanto já se vê várias iniciativas para que os jovens ingressem nesta área com formação adequada. Portanto, criar um instituto especializado com certeza fará toda a diferença neste sector”.

Luanda /
21 Mar 2022 / 13:31 H.

Enquanto especialista no ramo da estética, que análise faz do sector no País?

Nos últimos dois anos tem-se verificado um crescimento da estética no mercado angolano, o sector tem sido um dos focos para quem deseja investir ou iniciar no empreendedorismo. A procura dos serviços estéticos tem sido maior e as pessoas encontram na estética solução para vários problemas identificados.

O que falta para que Angola desenvolva uma indústria de estética, como acontece em outras realidades, principalmente a nível do Continente?

Há um longo caminho a percorrer. Mas também admitamos que muita coisa já foi feita pelos profissionais do sector. Porém, precisa-se de mais investimento nesta área e iniciativas do Estado para o reconhecimento da profissão, de institutos a fim de capacitar pessoas e garantir que a profissão seja exercida de forma responsável e segura.

O que o País tem para oferecer em termos de potencialidades neste sector?

Temos muitos recursos naturais que podem ser usados na indústria da estética, saúde e bem-estar. Outro potencial são as pessoas que querem apostar nesta área que demostram ter capacidade para o sector, mas que precisam de recursos financeiros, de acesso às formações e meios para iniciar a caminhada.

O mercado da estética no exterior movimenta milhares de milhões de dólares em diversos países, sendo incentivado pelos governos. Que medidas ou incentivos devem ser criados para que Angola tire proveito desta actividade?

A profissão de estética precisa de ser reconhecida pelos mais altos órgãos da saúde e educação. Devemos criar associações que nos permitam discutir com o órgão regulador, como introduzir e fiscalizar a profissão. Por outro lado, deve-se investir mais para que a indústria cresça e facilitar a aquisição de produtos e equipamentos.

Enquanto formadora, como avalia a qualidade dos profissionais deste segmento?

Fico muito satisfeita em ver jovens a aperfeiçoar as capacidades na área de estética. Tenho o privilégio de partilhar a minha experiência com muitos profissionais e de acompanhar o bom desenvolvimento e crescimento que estão a alcançar. Precisamos de crescer no sector da formação. Já se vê várias iniciativas para que os jovens ingressem nesta área com formação adequada. Portanto, criar um instituto especializado com certeza fará toda a diferença neste sector.

Entre os protocolos e especialidades mais procuradas estão aqueles que tratam estrias, celulites e as inconvenientes gorduras localizadas. Os custos destes procedimentos localmente são mais baratos que no exterior?

Devo afirmar que hoje no mercado angolano encontramos várias opções de preços para quem procura por serviços de estética. Porém, é bem verdade que quem procura por estética a fim de tratar destas disfunções precisa de fazer um investimento relativamente alto, porque os resultados dos tratamentos são progressivos e requer o uso de vários meios para se alcançar a cura. Já temos espaços de estética localmente em que os procedimentos, no que tange ao custo, equiparam-se aos serviços no exterior do País.

Há quem defenda que o ramo da estética seja uma actividade “opressora e exploradora de fragilidades”, considerando um negócio de “futilidade”, por essa razão desencorajam a aposta no sector. Qual é sua apreciação sobre o tema e o que está a ser feito para quebrar este estigma?

Este pensamento é totalmente contrário a todos os princípios e condutas estéticas. Em muitos países em que os profissionais de estética são reconhecidos. A profissão já se encontra registada no sector de saúde e bem-estar. Hoje, temos usado a estética para ajudar várias pessoas a melhorar a auto-estima e dar a elas uma nova maneira de viver.

Que impacto tem a auto-estima para o mundo dos negócios, social e familiar? Toda pessoa precisa sentir-se bem consigo mesma e transparecer este bem-estar a outras pessoas com quem convive. A auto-estima melhora a disposição, o ânimo, a motivação de um indivíduo. Isso faz que ela esteja empenhada e feliz para desempenhar o seu papel na família e na sociedade.

Sabemos que anseia criar a primeira Associação de Profissionais de Estética em Angola e ver a profissão reconhecida no ramo da saúde. Que passos estão a ser dados para alcançar este objectivo?

O primeiro passo tem sido levar esta temática para ser motivo de debate, a fim de que os órgãos competentes apoiem a iniciativa. Por outro lado, tenho interagido com profissionais para que desenvolvamos acções que nos vão levar à criação de uma associação.

Está no mercado há mais de oito anos como massoterapeuta e a sensivelmente dois como consultora e formadora. Criadora do Método Mass Glúteos, Expert em Intradermoterapia. Em que consiste este método?

O Mass glúteos é um método criado por mim para (de forma segura, natural e sem uso de substâncias inapropriadas) fortalecer os glúteos. A Intradermoterapia é um procedimento estético para tratamento de várias disfunções estéticas como celulites, gordura localizada, estrias e flacidez.

Quantas unidades existem e qual é plano de expansão ?

Neste momento temos apenas uma unidade localizada no patriota. Como qualquer empreendedor, nosso objectivo é crescer e expandir o negócio. Para Angola, Benguela e Lubango serão os nossos próximos passos, no exterior, contamos entrar em Portugal.

Qual é o principal diferença diante da concorrência?

Acredito que a experiência, a qualidade de serviço, a gama de serviços que oferecemos e os parceiros que temos, são as nossas grandes diferenças.

Quantos trabalhadores emprega?

Directamente 4 trabalhadores e Indirectos tenho alguns prestadores de serviços.

Desafios para os próximos anos?

Continuar a trabalhar no sentido de contribuir para o crescimento da estética no nosso mercado e expandir o negócio.