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Brunch With...Paula Ferreira

Líder de Gestão de Talentos descreve-se como alguém com um espírito colaborativo muito forte. Tem o dom natural para lidar com relacionamento social, assim como trabalhar com a área transversal de gestão de pessoas.

Luanda /
26 Nov 2019 / 11:28 H.

Paula Ferreira é uma pessoa super divertida, bem disposta, de bem com os outros e com a vida. Tem sempre um sorriso para oferecer e é muito solidária. Nasceu prematura de tempo e peso em Lisboa. Cresceu na margem sul, concretamente entre o Miratejo e Almada, até ao ensino secundário. Quando entrou para a faculdade, em Lisboa, a sua vida dividia-se entre trabalho e estudos. Concluiu a licenciatura em 2007, no curso de Psicologia Social e das Organizações pelo ISCTE em Portugal. Em 2012 fez Certificação Internacional em Assessments da Personalidade e das Aptidões (PAA), pela SHL em Portugal. Em 2014 é Pós-graduada em General Management, pela University of Liverpool, United Kingdom.

Em 2017, participou no Programa Avançado de Gestão (AMP8) na Universidade Católica de Lisboa e a Kellogg School of Management em Chicago. Entretanto, este ano, 2019, obteve a Certificação como Professional & Life Coach e Analista Comportamental pelo Instituto Brasileiro de Coaching e pela Universidade de OHIO nos USA. Segundo diz, tem 37 anos de idade e três filhos fantásticos, incluindo um casal de gémeos. “Sou apressada para tudo, acho que se deve ao facto de ter tido pressa para nascer. Gosto de tudo para já, já...procrastinar não é de todo “my kind of thing”, confessa sorridente.

Da sua infância conta que tem boas lembranças, pois foi comum como tantas outras, simples, prática e animada, sempre com casa cheia de familiares. Viveu 18 anos no mesmo prédio com muitas crianças, é a quarta de seis filhos e cresceu com mais duas primas. “Foi uma infância em que não me faltou nada e também nunca tive nada em excesso, tive tudo o que precisei para crescer, saudável, educada e boa rapariga”, lembrou a Life Coach que fez questão em mencionar o seu sonho de criança.

“O meu sonho era ser jogadora de volei profissional, fui federada durante 10 anos, e, embora baixinha, a minha posição era no ataque, tinha imensa força, saltava alto que parecia uma pena, e o meu serviço era super potente, me sentia a maior mais pequena”, sorriu. Apesar do seu sonho não se ter concretizado, porém faz, actualmente, grandes analogias entre jogar um desporto colectivo com a sua personalidade profissional e assim como gere as suas equipas. Paula descreve-se como alguém que tem um espírito colaborativo muito forte, gosta de passar a bola e que lhe seja também bem passada para poder atacar e marcar ponto. “O mesmo acontece no dia-a-dia de trabalho por exemplo, alguém tem de receber a bola, passá-la, e marcar ponto, o trabalho tem de ser feito com a colaboração de todos, independentemente da posição, o objectivo é que a bola não caia no próprio campo, e que quando passa para o outro lado, que seja para se marcar pontos, portanto a vitória é sempre colectiva”, explica a analista comportamental, opinando que a coordenação e colaboração são a chave para o sucesso, para si, assim é o voleibol e assim é a forma como trabalha, enquanto gestora de pessoas. Quanto aos desafios de estar em outras geografias, a nossa convidada diz que viver em Luanda, não é para todos. É para os resilientes, os corajosos e os determinados, sobretudo para as pessoas que querem realmente “fazer acontecer” e que estão de corpo e alma nesta cidade. Contudo o dia-a-dia em Luanda é muito intenso e estimulante, mas também muito cansativo.

Ingresso e desafios na Angola Cables Entrou para a Angola Cables através de uma empresa de recrutamento que, em 2015, a abordou com a apresentação do projecto desta, entretanto, Paula ficou fascinada pela ambição e pelo futuro que projectava. Hoje é Líder de Gestão de Talentos há quatro anos no Angola Cables, respondendo pelas pessoas em todas as geografias da empresa, com maior foco em Angola, Brasil e África do Sul. Diz ter escolhido esta profissão porque é uma “pessoa de pessoas”, apesar de ser bastante reservada e selectiva, gosta do relacionamento social com as pessoas, assim como trabalhar com a área transversal de gestão de pessoas, denominado tipicamente de Recursos Humanos, é algo que embora desafiante, o faça com bastante naturalidade.

“O seu percurso profissional foi bastante consistente ao logo do tempo, sempre com crescimento vertical nas organizações por onde passou, e tem sido até aqui um percurso muito rico do ponto de vista das relações humanas, do seu crescimento enquanto pessoa e enquanto profissional. Sempre teve desafios para superar, desde associados ao facto de ser considerada muito nova quando assumiu o primeiro cargo de Direcção nos Recursos Humanos, com 27 anos na altura, na fábrica de produção de latas de bebidas – Nampak Bevcan Angola, sendo um dos seus momentos mais altos, ao facto de ser mulher e ter trabalhado em ambientes muito masculinos.

“Tenho superado os meus desafios sempre com sorriso largo e espontâneo, e têm sido sempre excelentes lições de vida, e muito contribuíram para a mulher e profissional que sou hoje”, reflectiu. Dedicar-se ao coaching pessoal ou em empresas, auxiliando outras pessoas e profissionais a alcançarem o estado desejado, percorrendo o caminho junto com eles e dando guides para ultrapassarem os desafios, são as ambições e objectivos profissionais que Paula Ferreira tem pela frente, assim como refere outro dos seus momentos mais altos quando assumiu simultaneamente a duas posições na Angola Cables: Directora Comercial e de Recursos Humanos, assim como encontra a sua inspiração no livro “O Monge que vendeu o seu Ferrari “de Robin Sharma.