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Brunch With...Hélio Pereira

Um sonhador que acredita no valor do trabalho árduo, e diz que faz das pessoas seres humanos melhores. Conheça a narrativa da trajectória do artista, empreendedor e coach.

Luanda /
21 Out 2019 / 09:07 H.

Professor e artista marcial da filosofia Jiu Jitsu, Hélio Pereira é também conhecido como psicólogo “canino” que gosta de experimentar novas aventuras no seu dia-a-dia.

Jovem de 38 anos de idade, acredita que empreender é inato no ser humano, pois todo homem, segundo ele, nasceu para empreender. Mas acredita também num sistema moral de reinado que mistura os sistemas essenciais para reagir ao controle e desenvolvimento da espécie humana moderna.

Ambiciona pessoal e profissionalmente ser um dos maiores empreendedores em África, empacotando milhares de vidas através dos ensinamentos que tem recebido.

“Passo muito tempo a dar o testemunho para os mais novos e me desafio todos os dias a ajudar as pessoas a terem foco, determinação e equilíbrio de que necessitam”, referiu.

Afirma que ainda não atingiu o momento mais alto da sua vida e carreira profissional. Lê e estuda três a quatro livros por mês, os quais lhe sirvam de inspiração, fazendo integralmente referências as réplicas da Bíblia como o “Mais esperto que o Diabo” de Napoleon Hill e “Conversas com Deus” de Neal Donald Walsh.

Filho de um lider oficial das forças Armadas antiga (FAPLA) e de uma estudante de economia do tempo da colónia Portuguesa, Hélio Pereira nasceu em Lavos na cidade de Coimbra, Portugal e cresceu até aos seus 14 anos em Luanda.

Recorda que sempre foi uma criança muito tranquila, sonhadora e aventureira. E como qualquer criança tinha sonhos e, segundo diz, apaixonou-se muito pela procura da verdade por intermédio das artes marciais.

“Assumi que a cultura oriental era a que me poderia ajudar a me encontrar; sempre gostei das artes e da cultura oriental, por isso aos sete anos de idade pedi ao meu pai para me pôr a fazer artes marciais, começando com o Karate, passando pelo Judo, Aikido, Capoeira e agora Jiu Jitsu”, revelou.

O ponto de partida

O carismático convidado diz que começou a empreender quando iniciou a dar aulas particulares de artes marciais. “E hoje uma hora comigo cobro até 20.000 Kz e garanto que quem fizer uma aula comigo vai melhorar no mínimo 20% como espécie humana e em todos os campos de sua vida”, rigozijou-se.

Confessa que teve um percurso académico excepcional, porque foi sempre um bom aluno. Começou os estudos em Angola e mais tarde com os seus 15 anos de idade vai para Portugal dar continuidade da formação, culminando com a sua licenciatura.

É professor de Jiu Jitsu Brasileiro, recebeu a sua faixa preta em 2010 na cidade de Londres, na Inglaterra.

O nosso entrevistado já trabalhou como empregado de mesa, vendedor ambulante, distribuidor de pizzas, vendedor de carros, casas, trabalhou para Mac’Donald, já foi body guard e até mesmo motorista, acreditando que todo este trajecto o permitiu desenvolver competências que tem até hoje. Considera-se, não apenas um coach mental, mas sim um estrategista de vida, porque usa várias ferramentas para melhorar vidas, tanto a nível profissional como pessoal.

Tem vários empreendimentos em escolas de Jiu Jitsuespalhando a filosofia da arte suave. Deste modo, Hélio Pereira é actualmente detentor de uma empresa de tecnologia que desenvolve tecnologia em Web app, Web design, Marketing Digital, App mobile e formação tecnológica. “Dou formação para ajudar as pessoas em como devem se comportar e serem ambiciosos, terem ética e saberem a arte da negociação, investimentos e finanças, de tal forma que consigam alcançar o sucesso nos seus projectos”, refere o empreendedor.

Encara as adversidades da vida profissional como os campeonatos que já teve. Avança que o seu maior desafio foi renascer e reencontrar-se como “homem” depois do seu divórcio. “Acredito que o desafio é não fugir a fonte original de nós mesmos e estarmos sempre fiéis aos nossos valores éticos, morais e carácter”, explica.

Versátil, acredita no poder da música e que esta pode mudar a vida de muitos, assim como diz, tenta ouvir primeiro o que seu espírito pede. “As vezes pede música rock e música clássica, gosto de reggae, um bom hip pop e do bom Semba”, esclarece.

Quanto a opinião sobre a nova geração de gestores, empresários e líderes o coach diz que liderar não é apenas ensinar o que já foi executado e saber passar a informação com muita paciência pedindo resultados progressivos, mas é também dizer “vamos juntos realizar esta tarefa”.

Porém faz uma crítica sobre estes, porque na sua visão refere que alguns gestores querem parecer ricos, mas são na sua essência pobres da mente e que se deve valorizar muito aqueles empreendedores que começaram do “zero”, tal que com muito suor deitado conseguiram alcançar os seus objectivos.

Sobre a situação actual, vê o país com perspectivas positivas acreditando que os jovens são a força motriz para alavancar o crescimento económico, através de programas educativos lógicos e compatíveis com nossas limitações.