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“Ar Condicionado” vence no Egipto

“Ar Condicionado” é o título da longa-metragem de ficção, do realizador angolano Fradique, que foi eleita a vencedora do o prémio do júri da 10ª edição do Luxor African Film Festival, realizado no Cairo, Egipto, informou o responsável da productora Geração 80

Luanda /
08 Abr 2021 / 17:13 H.

Ngoisalucombo disse que a produção conseguiu conquistar o júri desta edição, devido a ousadia e criatividade do filme, a ser exibido também, a partir deste mês, no New African Film Festival, nos Estados Unidos e depois na VI edição de Mostra de Cinema Negro de Sergipe, no Brasil.

Com uma agenda lotada de convites, o filme angolano, com chancela da produtora Geração 80, conseguiu, para Ngoisalucombo, se impor num mercado competitivo, como o egípcio, que este ano prestou especial homenagem ao cinema, sob o lema “10 Anos de Imaginação”, em celebração à criatividade dos realizadores africanos.

Organizado pela Independentes Artistas Youth Foundation, o festival, que decorreu de 25 a 31 de Março deste ano, foi presidido pelo roteirista egípcio Sayed Fouad, fundador do projecto, e teve o actor Mahmoud Hemeida como presidente honorário.

O júri desta edição contou, ainda, com o egípcio Kamia Abouzekri e os malianos Cheick Oumar Sissoko e Souleymane Cissé.

O realizador angolano Fradique assistiu a cerimónia via online.

“Ar Condicionado” é a primeira longa-metragem de Fradique, que teve a estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, na Holanda, em 2020.

Actualmente já foi exibido em 38 festivais, no Quénia, China, EUA, Índia, Espanha, Austrália e Lituânia.

Histórico

Quando os ares condicionados começam misteriosamente a cair dos apartamentos na cidade de Luanda, Matacedo e Zezinha, um guarda e uma empregada doméstica, tem a missão de recuperar o aparelho do chefe.

Essa missão leva-os à loja de materiais eléctricos do Kota Mino, que está a montar em segredo uma complexa máquina de recuperar memórias.

“Ar Condicionado” é uma jornada de mistério e realidade, uma crítica sobre classes sociais e como vivemos em conjunto no coração de uma cidade que é passado, presente e futuro.

O realizador Fradique, que é também roteirista, tem despontado como uma das vozes talentosas e expressivas do cinema contemporâneo angolano.

Formado em cinema, nos EUA, é um dos fundadores da produtora Geração 80.