Turismo: um desígnio que é de todos

Angola /
27 Mai 2019 / 10:38 H.
Ricardo David Lopes

A nata do turismo mundial está desde ontem em Luanda, na reunião anual do Fórum Mundial do sector, colocando

Angola na rota desta actividade a nível global, mas trazendo, igualmente, uma elevada responsabilidade ao País.

A responsabilidade é alta - muito alta -, não apenas pelo facto de pôr todos os olhos do turismo mundial no nosso País, mas porque vai permitir mostrar a capacidade angolana de organização de grandes eventos, apesar de todas as dificuldades e constrangimentos que conhecemos. Para acolher e realizar com sucesso um evento desta natureza, que traz ao País tantas personalidades empresariais e políticas internacionais, foi preciso fazer das fraquezas forças, para mostrar que é possível fazer bem, mesmo em contextos complexos, como este.

E é destas forças que vamos precisar para afirmar o turismo como um elemento relevante e com peso na economia, face a oficiais mais recentes, pesa no PIB.

Na verdade, falta muito para que este desejo se torne numa realidade, mas não falta tudo. Angola tem paisagens, praias, parques naturais, serras, savanas, florestas de fazer inveja a qualquer destino, uma gastronomia rica e variada, tem um dos povos mais acolhedores do mundo e uma dimensão territorial que permite que tudo se possa fazer - incluindo em grande escala.

O potencial existe, mas tem que ser trabalhado, sendo que os problemas a resolver são conhecidos: é preciso mais e

melhores infra-estruturas de transportes, água e energia, é preciso melhorar a percepção internacional face ao País (algo em que o Fórum vai seguramente ajudar) e é preciso apostar fortemente na formação dos recursos humanos. Talvez seja este o desígnio mais complexo, mas também é o mais desafiante, pelo que o Governo (e os privados) têm que apostar a todo o gás nas escolas de turismo e restauração, para que sejamos capazes de oferecer um serviço de excelência, capaz de satisfazer os mais exigentes.

Em suma, é preciso e urgente fazer do turismo mais do que um objectivo, deve ser encarado como um desígnio nacional, que é de todos e cada um de nós. Quer apostar que vamos conseguir?