Integridade, inteligência e energia

Angola /
12 Mar 2019 / 15:58 H.
Benjamim M bakassy

As hipérboles são uma forma simples de expressar ideias cuja sinceridade ou verosimilhança faz diminuir a criação de impacto. Nesse sentido, talvez não seja um exagero dizer que, ninguém que tenha alcançado o sucesso fê-lo sem ter começado essa caminhada com uma confiança (in)abalável na sua visão.

A maioria dos empresários e empreendedores que alcançam o (in)sucesso usufruem das dúvidas sobre as suas (in)competências, questionando-se quase que obsessivamente sobre se serão as mais (in)adequadas e (in)adequadamente suficientes; mas não sobre sua visão, aí não há dúvidas.

Talvez por isso, mais do que todas as outras pessoas, as de (in)sucesso, passam uma imagem de desenvolvimento profissional e principalmente pessoal que perpassa o patológico, merecendo ao mesmo tempo admiração e perplexidade.

Como por exemplo os hábitos de Bill Gates que lê um livro por semana, ou Warren Buffet que dedica 80% do seu tempo à leitura. O que dizer sobre a dedicação ao desenvolvimento pessoal quando os exemplos podem passar por olhar para gestores e líderes com os hábitos de Gates e Buffet? Apresentando uma perspectiva algo quimérica, o motivo para comportamentos semelhantes passa pelo afastamento deliberado e intencional da versão actual de si mesmos na direcção de uma versão futura e ampliada do próprio ser.

Há, nos que buscam o sucesso, características inatas, e características trabalhadas, as forjadas pelo desenvolvimento são igualmente fruto de uma dose de instinto.

A falta de humildade, é por isso, um dos maiores entraves ao sucesso. Sem humildade dificilmente é buscada uma inversão comportamental ou estrutural.

Mais necessário do que a mudança, é a percepção da necessidade da mesma, porque a antecede.

Acreditar que mudar não é preciso é um risco possível, mas não desejável.

Quase sempre, o maior inimigo do líder empresarial, é o próprio líder empresarial.

Lutar com esse inimigo é o único caminho para o sucesso.

São as nossas limitações que nos limitam. As nossas limitações intelectuais e humanas.

Não descartando as limitações contextuais, que não devem, nem podem ser descartadas, os líderes empresariais que servem ou podem servir de referência tentam usar-se a si mesmos como a própria ponte entre o contexto e o sucesso.

Quase sempre, a construção desta ponte exige o expandir de asas que, cortando o vento, antecipam tempestades.

Talvez a maior ilusão do sucesso seja acreditar que ele chegará, mas sem ela, ele dificilmente se fará presente. Buffet constata o seguinte, procurando pessoas para contratar, busque três qualidades: “integridade, inteligência e energia. E se elas não têm a primeira, as outras duas matá-lo-ão”.