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Fraco Rei faz fraca a forte gente

Porto /
01 Nov 2019 / 10:00 H.
André Samuel

“Que um fraco Rei faz fraca a forte gente”. Com este verso, Luís de Camões advertiu a D. Fernando que pela sua fraqueza enquanto líder fez de Portugal um país fraco e submisso, mergulhado em frívolas guerras com Castela.

E que lições os nossos gestores podem retirar desta situação hoje? A força do gestor está patente na reputação da organização. Não importa quantos consultores contrate, se este não tiver o discernimento de acatar o conselho certo e agir atempadamente com a firmeza que o cargo exige, a empresa irá, tarde ou cedo, enfrentar situações de conflito interno e externo.

Nada é mais normal que uma empresa passar por momentos de dificuldades financeiras, não importam as causas, estes momentos são uma realidade que, vez por outra surgirão. O que difere um bom gestor de um mau é a capacidade ultrapassar a situação, absorver a experiência, fortalecer a equipa e prepará-la para futuras turbulências.

Um bom gestor está sempre bem informado sobre a real situação que a empresa vive e sobre o ambiente onde está inserida, usa essa informação para tomar decisões que conduzem a empresa para o porto seguro mais próximo.

Tem plena consciência que a empresa é acima de tudo o conjunto de colaboradores que a compõe e destes não se afasta nem esconde informações.

Acredita que sozinho não resolve os problemas todos, mas que em conjunto -e é no conjunto que está a sua forçachegarão a uma solução que envolve e conforta todas as partes.

Gestores que assim pensam, são líderes, sua reputação transcende a sua área de actuação e são frequentemente convidados a abraçar novos desafios e replicar seu modelo de governação. Não receiam ser abandonados pelos colaboradores, antes pelo contrario, apoiam a iniciativa de crescimento e confiam que estes serão sempre parceiros a ter em conta onde quer que estejam.

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