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Energias renováveis, um País sustentável

Angola /
31 Mai 2019 / 10:51 H.
Edjaíl dos Santos

Luanda será palco, no próximo dia 19 de Junho, de um fórum de negócios sobre energias renováveis. O evento prevê atrair mais de 200 investidores nacionais, alemães e israelitas.

Segundo a Administração da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), o certame servirá para apresentar aos empresários o quadro geral da situação energética no país, incluindo a produção, os objectivos dos investimentos públicos, as áreas prioritárias, o tipo de investimentos e os valores financeiros para o efeito.

O Plano de Desenvolvimento do Sector Energia e Águas até 2025 prevê promover e acelerar o investimento público e privado nas energias renováveis. Prevê-se que o consumo, até 2025, possa atingir os 39 TWh sendo necessário superar os 9 GW de potência instalada para fazer face à variabilidade hidrológica e garantir a segurança de abastecimento. Face à necessidade de reforçar a potência instalada nos próximos seis anos, o Governo define como meta que a energia gerada pelas novas renováveis supere os 7,5% da energia produzida, cerca de 3 TWh, prevendo-se para o efeito a instalação de 800 MW de potência.

O fórum acontece numa altura em que Angola se encontra entre os países menos sustentáveis do mundo, segundo o relatório Climate Change Performance Index - 2019. O ranking é definido pelo desempenho agregado de um país em relação a indicadores de quatro categorias entre as quais a ‘Energia Renovável’ e o ‘Uso de Energia’. No documento, o Reino de Marrocos é o segundo melhor classificado, atrás da Suécia. Marrocos pode ser um excelente exemplo a seguir, visto que tem atraído fortes investimentos na área das energias renováveis, que já representam 50% do consumo energético daquele país. Uma ‘crítica’ vai para a Sonangol, a maior empresa de Angola, que ainda não olha para as energias renováveis como um negócio, mas sim como responsabilidade social. Sendo o petróleo um recurso esgotável, é hora de acelerar e apostar nas renováveis como já o fazem as grandes multinacionais do sector petrolífero.