Diplomacia Económica

Aylton Melo

Director Jornal Mercado

Nova abordagem esta iniciada desde a sua primeira visita de Estado, depois de eleito, a África do Sul, em Novembro de 2017. E, procede de visitas anteriores à Europa ao discursar, na última quarta-feria, pela primeira vez, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo no Leste de França.

“Temos questões de interesse comum a discutir, nomeadamente, questões que têm que ver com o desenvolvimento económico e social dos nossos países”, sublinhou o PR no seu discurso.

Essa nova abordagem promete uma Angola mais aberta ao mundo, até aqui acontecia de marcha lenta, nos domínios económico, cultural, social e político, inclusive com os seus pares ao nível regional, apesar das dezenas de acordos firmados todos os anos, cujos resultados e ganhos são pouco ou nada conhecidos.

Ainda assim, o mais recente, que visa a criação da zona de livre comércio da União Africana, é um avanço muito positivo de aproximação do Estado angolano e em representação da classe empresarial nacional ao continente. Não se pode naturalmente esquecer os avanços significativos dados em acordos bilaterais e os fóruns empresariais, bem sucedidos, sob a égide da Presidência da República cessante nas eleições de 23 Agosto de 2017, como os que aconteceram com a China (com todos os ganhos e perdas inerentes), bem como um conjunto de vários programas que são em parte políticos, mas também económicos, com a União Europeia, Portugal e Espanha, apesar de serem pacotes em volumes monetários mais modestos.

Talvez seja a hora de mudar o nome do Ministério das Relações Exteriores (MIREX) para Ministério dos Negócios Estrangeiros, como é o caso de muitos países, e com isso faria mais sentido a articulação entre o MIREX, a Agência de Investimento e Promoção das Exportações (AIPEX) e o Ministério do Comércio. Porque as embaixadas de Angola no exterior têm representantes comerciais nas suas estruturas e, portanto, todos convergem na mesma posição.

A AIPEX também promove a exportação, a diplomacia faz exactamente a mesma coisa, como parte da agenda diplomática. Porque, como dizem os entendidos na matéria: “o objectivo da diplomacia tradicional é a paz, mas o objectivo da diplomacia económica é a prosperidade.”

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