Como competir nos mercados globais

Por: Fausto de Carvalho Simões

No mundo, o espaço mercantil que enfrentamos, hoje vai além da concorrência e sobrevivência empresarial.

Vivemos actualmente um momento de “guerra” económica entre países com autênticas estratégias tanto ofensivas como defensivas (expressão utilizada na literatura de especialidade). As alterações na competição global, na sua essência, acontecem de forma rápida e por esse motivo assistimos à reinvenção das empresas para agregarem novos valores, seja de defesa seja de ataque.

O mercado precisa ser monitorado constantemente para ser possível estabelecermos uma rede de inteligência económica, social e competitiva com vista à criação de oportunidades de negócio além fronteiras, criando alianças estratégicas e procurando ao mesmo tempo planear melhor as operações bem como reduzir as importações.

A competitividade das indústrias de um país é importante para o seu desenvolvimento económico. As oportunidades de crescimento, a inovação e a prosperidade têm de ser articuladas entre todos os intervenientes dessa cadeia.

Dessa forma é possível criar-se um clima económico saudável com investimentos sustentáveis ao longo dos tempos. 1. Competitividade Global Uma empresa não é uma ilha alheia a tudo que a rodeia, mergulhada apenas nos seus factores endógenos; pelo contrário ela está inserida num ambiente que influencia as suas acções ou a ausência delas no seu ambiente externo. Muitas empresas por vezes disputam quer nacional quer internacionalmente os mesmos consumidores, fornecedores e outros stakeholders e daí surge a competição. No mercado global a competição não ocorre mais entre empresas, mas sim entre as cadeias de suprimentos.

A gestão da logística e do fluxo de informações em toda cadeia permite aos executivos avaliar os pontos fortes e fracos, o que auxilia na tomada de decisão, resultando em redução de custos e aumento da qualidade entre outros factores, que podem garantir às empresas o aumento da competitividade. É essencial inserir as empresas no contexto mundial e entender quais os mercados onde se deve apostar. É fulcral investir e desenvolver modelos globais inovadores que satisfaçam necessidades desses mercados não descurando os locais. Há que adaptar-se aos momentos actuais e superá-los com audácia e decisões assertivas. Por isso é determinante ter em conta os quatro seguintes aspectos fundamentais:

a) Criar uma plataforma de inteligência competitiva e económica, que permita aumentar a eficiência e competitividade das organizações – onde obviamente estão inseridas as empresas; b) Estruturar modelos de negócio existentes por sector de indústria e criar sinergias entre as organizações para competirem no mercado externo; c) Desenvolver um processo de procura sistemática de novos mercados para exportação dos bens transacionáveis; d) Desenvolver um processo de alertas tendo em conta indicadores económicos, demográficos, sociais e tecnológicos que permitam às organizações adaptarem-se às alterações e optimizarem os seus modelos de negócio, tendo em conta essas alterações nos indicadores que asafectam directamente.

2. Vantagem competitiva Vantagem competitiva é a capacidade que uma empresa tem de atingir um nível mais elevado de vendas ou prestação de serviços em relação a outras empresas do mesmo mercado, ou seja, a sua capacidade de permanecer a frente da concorrência.

O empreendedor precisa saber, no início da sua actividade, que uma estratégia de negócio eficiente tem um profundo impacto sobre a criação de vantagem competitiva. As principais características da vantagem competitiva são: a) Gerar valor ao cliente; b) Tornar-se insubstituível (por via da fidelidade dos clientes); c) Ser sustentável ou seja ser estável tanto na sua actividade como no relacionamento com esses interlocutores. Para criar vantagem competitiva é essencial seguir os seguintes passos: a) Analisar a concorrência e traçar uma estratégia de diferenciação; b) Adquirir liderança na redução custos; c) Definir uma estratégia de foco, procurando definir o (s) segmento (s) onde deve actuar; d) Identificar os recursos disponíveis e competências do capital humano, proporcionando capacitação se necessário; e) Entender o conceito de capacidades dinâmicas.

Assim, fica claro que para uma empresa se manter competitiva no mercado global é preciso cuidar e agir. Isso implica a criação de investimentos e não se trata aqui de considerar apenas os grandes investimentos, mas principalmente de investir de maneira certa.

Um dos principais exemplos de vantagem competitiva é o da lembrança por parte de seus consumidores em relação aos seus bens e serviços , design e logo marca, sendo a marca aquela que é conhecida pelo público nas embalagens, nos rótulos e na publicidade em geral. Dessa forma haverá sempre uma confiança muito superior em relação às adversárias. A qualidade do bem ou serviço é um factor de grande relevância para os clientes, pois diferencia as melhores marcas das outras de “segunda linha ”.

Quando uma empresa consegue alinhar o preço e qualidade consegue de forma natural uma vantagem competitiva que pode definir o seu sucesso

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