Como competir nos mercados globais Parte II

Por: Fausto de Carvalho Simões

Na parte I da presente reflexão, depois de uma breve introdução, abordámos os aspectos que dizem respeito à competitividade na generalidade assim como os aspectos inerentes à criação de vantagem competitiva nos negócios a nível global.

3. Estratégias para vencer a concorrência

Não importa qual seja o nosso produto (bem ou serviço). Por mais diferente que seja o nosso negócio, teremos de vencer sempre a concorrência. As principais estratégias a seguir na perseguição desse objectivo são:

a) Conhecer e analisar os nossos concorrentes;

Todo empreendedor deve monitorar a sua concorrência, pesquisando a reacção dos mercados, os preços, os serviços oferecidos e quais as tendências, por forma a conhecer o perfil dos clientes e consumidores, e estar um passo à frente na planificação em relação aos demais. Nessa perspectiva, as técnicas de negociação deverão ser refinadas.

b) Acrescentar valor ao produto;

Quer através da diferenciação, quer através do atendimento personalizado ou mesmo por via de uma maior agilidade na entrega do produto, os empreendedores devem procurar incessantemente agregar valor àquilo que fazem, com particular requinte, por forma a destacarem-se dos demais servidores no mesmo ramo de actividade. Aqui a regra será vender valor e não preço, sem que isso signifique vender a um preço mais baixo que a concorrência.

c) Utilizar uma boa estratégia de marketing;

O produto poderá ser óptimo, mas essa particularidade nada valerá se o empreendedor não atingir os potenciais clientes. Para que o negócio seja conhecido, função do marketing é difundir o nome da empresa e a(s) sua(s) marca(s). Para tal podem ser usados vários métodos para publicitar essas acções, nomeadamente, rádios, jornais, t.v, outdoors e internet (onde o facebook assume particular destaque) que, para além de uma efeito rápido e multiplicador, é barato e tem um alcance internacional.

d) Análise SWOT;

A análise SWOT é uma ferramenta de gestão importante para a definição da estratégia da empresa, pois a concorrência obviamente participa nessa matriz como uma ameaça, sendo que o objectivo será sempre atenuar essa e outras ameaças bem como os pontos fracos, procurando potenciar os pontos fortes e as oportunidades de mercado.

A título de exemplo, na análise interna alguns pontos fortes poderão ser preços competitivos, conhecimento do mercado, qualidade do produto e fácil comunicação com os clientes. E os pontos fracos serão a falta de mão de obra qualificada e lucros reduzidos.

Na análise externa, exemplificativamente podem existir oportunidades relativas ao diferencial da marca, o crescimento do mercado e a formação de novas parcerias, enquanto poderão ser identificadas ameaças provenientes da concorrência, novas tecnologias (que tornem obsoleta a usada pela empresa), alteração na regulamentação ou mesmo a crise económica e financeira que actualmente enfrentamos.

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