Woodside prevê défice de gás natural na próxima década

A petrolífera australiana Woodside, um dos parceiros do consórcio dos poços do Greater Sunrise, no Mar de Timor, antecipa que a crescente procura na Ásia vai provocar um défice de gás natural liquefeito (GNL) na próxima década.

14 Mar 2019 / 09:07 H.

“Um défice global de GNL vai surgir na próxima década, devido à crescente procura da Ásia, o impulso de uma crescente população mundial e mais procura por mais energia e mais limpa”, disse hoje Meg O’Neill, diretora de Operações da Woodside.

“De facto, há uma corrida global para aproveitar essa mudança no mercado, com projectos de GNL recentemente aprovados ou a aguardar FID [Decisão de Investimento Financeiro (FID, na sigla em inglês)] nos EUA, Canadá, Rússia, Catar, Nigéria e Moçambique”, referiu.

Meg O’Neill falava na Assembleia Geral da Woodside, que decorreu em Perth, na Austrália Ocidental, num longo discurso em que se referiu aos vários projetos da petrolífera, embora sem nunca se referir ao dos poços do Greater Sunrise.

Em entrevista à Lusa, a 08 de março, o presidente e director executivo da petrolífera timorense Timor Gap, Francisco Monteiro, assumiu que a empresa está a ultimar a concretização da compra das participações da ConocoPhillips e da Shell no consórcio do Greater Sunrise, num investimento sem precedentes no país.

A concretizar-se o negócio, Timor-Leste assumirá uma participação maioritária de 56,6% no consórcio do projecto. Além de Timor-Leste, através da sua petrolífera, o consórcio conta com a Woodside, como operadora, e a Osaca Gas.

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