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Moçambique: Desvalorização da moeda chinesa reduz produção de grafite

Uma das principais minas de grafite no norte de Moçambique vai reduzir a produção devido à desvalorização da moeda chinesa e ao impacto da guerra comercial entre China e EUA.

China /
10 Set 2019 / 09:28 H.

A firma vai rever os planos de actividade em Moçambique por forma a que a operação continue sustentável.

“Embora seja uma decisão difícil, acreditamos que esta acção é do melhor interesse dos accionistas para preservar o valor a longo prazo”, refere Shaun Verner, director executivo da Syrah Resources, empresa australiana que explora a mina de Balama, em Cabo Delgado.

A produção e venda de grafite moçambicana no terceiro trimestre foi de aproximadamente 45.000 toneladas e a Syrah anuncia agora uma redução na produção para 15.000 toneladas por trimestre, devido à queda do preço de venda de grafite à China (principal cliente) de 457 para 400 dólares por toneladas.

A procura por grafite está em alta a nível mundial por ser um componente usado em baterias, numa altura em que os mercados de automóveis movidos a electricidade e de outros produtos eléctricos, como as aeronaves autónomas (popularizadas através da palavra inglesa ‘drone’), estão em expansão.

Dizer que a China é o maior consumidor e produtor mundial de grafite natural, assim como importador relevante: no primeiro semestre deste ano importou 105.000 toneladas de grafite, 75% das quais fornecido pela Syrah.